Jogadores foram contra compra de Ronaldinho, diz jornal

Imprensa italiana não poupa críticas ao time do Milan pelo que chamam de 'sucursal da seleção brasileira'

Assimina Vlahou, BBC

16 de julho de 2008 | 11h24

Um dos principais jornais esportivos da Itália, o Gazzetta dello Sport, diz que vários jogadores do Milan foram contrários à compra do jogador Ronaldinho.       Veja também:  Ronaldinho Gaúcho chega à Itália para ser apresentado ao Milan  Apresentação de Ronaldinho Gaúcho no Milan é adiadaO desempenho de Ronaldinho nos clubes Ronaldinho dará certo no Milan? Curiosidades da carreira de Ronaldinho Gaúcho   Que Ronaldinho não seja o Ronaldo Ronaldinho promete se comprometer com o Milan Ronaldinho é recebido com festa por torcedores do Milan Técnico do Milan entusiasmado com contratação de Ronaldinho Milan anuncia a contratação de Ronaldinho Gaúcho   Sem citar nomes, o jornal diz, em sua edição desta quarta-feira, que um dos principais desafios dos dirigentes do Milan será fazer com que Ronaldinho se sinta à vontade na equipe, já que os outros jogadores "não concordam com a compra do passe do craque brasileiro". "O resto do time vai estar disposto a apoiar as jogadas do sul-americano depois de ter publicamente mostrado que não concordava com a escolha?", indaga o artigo do jornal que chamou a equipe, que, além de Ronaldinho, conta com Kaká, Dida, Pato e Emerson, de "sucursal da seleção brasileira". Outros dos principais jornais italianos consideraram a compra de Ronaldinho como uma grande jogada de marketing do Milan, mas muitos levantaram dúvidas sobre a capacidade do jogador em ajudar o clube a reencontrar o caminho do sucesso. "Colocar juntos Kaká e Ronaldinho, mais Pato e algum outro italiano de classe é uma operação de marketing extraordinária, uma proposta de futebol que ninguém no mundo pode oferecer", avalia o Corriere della Sera, o diário mais vendido do país. Segundo o jornal, Ronaldinho é um dos poucos jogadores que "acrescentam riqueza ao gramado que tocam" e vai chamar a atenção da mídia, trazer mais publicidade e conquistar mais telespectadores para os jogos transmitidos pela tevê. Mas o jornal diz que a passagem do jogador brasileiro para o time milanês representa mais uma "estratégia da atenção". "Estamos gritando ao mundo para que olhe para nós, ainda que não tenhamos entusiasmo e dinheiro para ser competitivos de verdade", diz o jornal. "É difícil entender se Ronaldinho é um recomeço para o Milan ou um final espetacular", diz o Corriere, que compara a compra de Ronaldinho com a aquisição de "um motor em cima de uma bicicleta fantástica, que não sabemos mais pedalar". AUTO-DESTRUTIVOS   O La Repubblica questiona o comportamento de Ronaldinho dentro e fora do gramado, citando o gosto do jogador pela vida noturna e pelas mulheres e comparando-o com Ronaldo e Adriano. "Não sabemos se sua genialidade [de Ronaldinho] foi totalmente consumida pela riqueza, vícios, luxo e belas mulheres. Os brasileiros são tocados pelo espírito do futebol mas também tem uma capacidade auto-destrutiva como ninguém no mundo, como Ronaldo e Adriano. Não como Kaká, superprofissional, por sorte", escreve o jornal. Apesar de Ronaldinho estar atravessando um momento sem brilho, na avaliação do jornal, seu caso é diferente do de Ronaldo e a passagem para o Milan pode ser uma oportunidade para o jogador, que é chamado de "coelho mágico". "O coelho mágico tem só 28 anos e não é possível que todo o seu tesouro tenha sido perdido", diz o artigo.  

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