Jogadores gays não deveriam se revelar, diz capitão alemão Lahm

Jogadores de futebol homossexuais não deveriam se revelar porque a repercussão pode ser devastadora, de acordo com o capitão da seleção alemã, Philipp Lahm.

REUTERS

29 de agosto de 2011 | 12h05

"Eu não aconselharia nenhum jogador profissional gay a se revelar", escreveu Lahm em sua autobiografia "'The Subtle Difference" (A Sutil Diferença).

"Eu temeria que ele pudesse terminar como Justin Fashanu, que depois que se anunciou gay foi excluído de tal forma que acabou cometendo suicídio", disse o jogador, de 27 anos, do Bayern de Munique.

Lahm disse, no entanto, que ele pessoalmente não teria problemas se um jogador revelasse ser homossexual.

"Não tenho nada contra homossexuais e não considero a homossexualidade algo repreensível", disse.

Fashanu é o único jogador conhecido internacionalmente a ter assumido ser homossexual durante sua carreira profissional.

O inglês jogou por várias equipes, incluindo Norwich City, Nottingham Forest e Manchester City e, após muitas ofensas das arquibancadas, cometeu suicídio em 1998, aos 37 anos.

A autobiografia de Lahm, na qual ele critica antigos técnicos e alguns jogadores, enfureceu dirigentes do futebol alemão e até o técnico da seleção nacional, Joachim Loew, que marcou uma reunião com o jogador.

(Reportagem de Karolos Grohmann)

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