Jogadores italianos são recebidos com vaias em Roma

A seleção foi eliminada ainda na primeira fase sem conseguir vencer uma partida

Efe

26 de junho de 2010 | 07h27

Os jogadores da seleção italiana foram recebidos com vaias e em meio a gritos de "vergonha" por um pequeno grupo de torcedores em sua chegada ao aeroporto romano de Fiumicino após a eliminação na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul.

 

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A passagem dos jogadores e comissão técnica pelo aeroporto, transmitida por um canal de televisão, aconteceu por volta das 8h locais (3h em Brasília), deste sábado. Em silêncio, com rostos sérios e tensos, alguns jogadores deixaram o terminal protegidos por um cordão policial, enquanto os demais prosseguiram até Milão, no norte do país.

 

Entre os que concluíram sua viagem a Roma, estava o capitão, Fabio Cannavaro, que foi um dos principais alvos das críticas dos torcedores, que gritavam "vá para Abu Dhabi", em referência ao contrato assinado pelo jogador com o Al Ahli para as duas próximas temporadas.

 

Um dos poucos que falou com a imprensa, o meia-atacante Simone Pepe, que criticou a capa do jornal "il Giornale" de propriedade da família Berlusconi, que estampou 11 caixões azuis em um campo de futebol após a derrota italiana para a Eslováquia por 3 a 2.

 

"Quem aqui escreve para 'il Giornale'? Não há ninguém. Por terem colocado esses caixões na capa, parece que são coveiros", afirmou, dizendo que o jornal "se excedeu". Em sua chegada a Roma, Pepe afirmou que os jogadores compartilham um sentimento de grande "amargura", e disse que a campanha italiana na Copa foi uma "tragédia esportiva".

 

O atacante Fabio Quagliarella, um dos destaques do jogo contra a Eslováquia, disse que preferia ver a Itália classificada sem que tivesse a oportunidade de joga. "Todos fazemos uma 'meia culpa', pedimos perdão, e esperamos que no futuro a Itália esteja mais forte", declarou o jogador.

 

 

 

 

 

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