Epitacio Pessoa/Estadão
Epitacio Pessoa/Estadão

Jogadores são-paulinos dão razão às vaias da torcida

Críticas vindas das arquibancadas marcaram a derrota Tricolor diante do Santos

FERNANDO FARO, Agência Estado

07 de julho de 2013 | 20h04

SÃO PAULO - Nem mesmo a saída de Ney Franco foi capaz de mudar o ambiente do São Paulo. O comportamento apático e os erros de posicionamento da equipe na derrota por 2 a 0 para o Santos, neste domingo, pelo Brasileirão, foram basicamente os mesmos de quando o antigo treinador sentava no banco de reservas. Como tem sido praxe, as vaias e coro de "raça" deram o tom nas arquibancadas durante a maior parte do segundo tempo e momentos após o apito final.

"Não conseguimos ter uma continuidade nos jogos", resumiu o goleiro Rogério Ceni. O goleiro se referia às muitas oportunidades desperdiçadas especialmente no primeiro tempo e à falta de capacidade de reação após o Santos abrir o placar. Nem mesmo as alterações do técnico interino Milton Cruz foram capazes de dar nova cara à equipe. "Temos que colocar na nossa cabeça que somos o São Paulo e precisamos saber nos impor como o São Paulo", reclamou Rodrigo Caio.

Ao menos em um aspecto os jogadores foram unânimes e concordaram com as vaias da torcida. "Eles têm toda razão. Precisamos reformular tudo, juntar os cacos e recomeçar", ponderou Luis Fabiano. "A torcida tem razão em reclamar porque perdemos, mas criamos chances e não fizemos", analisou Paulo Henrique Ganso.

O técnico interino Milton Cruz lamentou o resultado principalmente pelos erros de conclusão na primeira etapa. "Não reflete o que foi a partida, fizemos um bom primeiro tempo. Precisamos agora é levantar o astral do grupo", explicou.

A equipe tem problemas para a partida de quarta-feira contra o Bahia. Denilson e Wellington levaram o terceiro amarelo e estão suspensos. Fabrício, afastado por Ney Franco, pode voltar a integrar o elenco.

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