Jogadores sentirão falta de Felipão

Acabou a gritaria no banco da seleção brasileira, pelo menos por uma partida. Engana-se, porém, quem pensa que os jogadores ficaram felizes com isso. A maioria queria ter o técnico Luiz Felipe Scolari à beira do gramado, falando sem parar. Já estão acostumados com os berros do chefão e, por isso, dizem que sentirão falta de sua participação na noite desta segunda-feira, contra Honduras, em Manizales. "Estou acostumado com esse jeito dele desde a época do Palmeiras, ele grita o tempo todo, cobra, motiva o atleta; vai fazer muita falta", comentou o lateral-esquerdo Júnior, que começou a ganhar fama justamente com Luiz Felipe, no Palmeiras. O treinador foi suspenso pela Confederação Sul-Americana de Futebol por ter ofendido a arbitragem na partida de quarta-feira, contra o Paraguai. A CBF tentou transformar essa punição em multa, mas não obteve sucesso. Seu substituto direto seria o auxiliar-técnico Flávio Teixeira, o Murtosa. Ele também foi suspenso. Então, restou ao coordenador Antônio Lopes assumir a função, mesmo sem mostrar grande entusiasmo. "Ficarei no banco para ajudar, somos um grupo." Para Lopes, no entanto, será uma boa chance de mostrar que tem participação ativa na seleção brasileira e não é apenas um coadjuvante. Desde que Felipão assumiu o comando do time, o coordenador praticamente parou de discutir escalação, esquema tático. A tarefa ficou com Murtosa. Com Emerson Leão era diferente. Os dois conversavam bastante durante os treinamentos sobre o time. Amanhã, será a primeira vez que Felipão não fica no banco depois de dirigir a seleção em quatro partidas, contra Uruguai, México, Peru e Paraguai. Nos primeiros dois jogos, ainda parecia um pouco tímido, um Felipão "light", mas nos últimos dois retomou sua forma de agir, que se tornou uma marca registrada. "O Luiz Felipe faz falta pela forma de ser, ele entra muito rápido na partida e participa bastante do jogo com a gente", afirmou o volante e capitão Emerson. Felipão, que ficará nas tribunas, e Antônio Lopes se comunicarão durante a partida por meio de um rádio.

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