Jogadores terão de se explicar na Justiça

Os jogadores de Atlético-MG e Cruzeiro envolvidos no tumulto após o jogo do último domingo terão de explicar à Justiça os motivos das agressões generalizadas e estão sujeitos a penas como multas e prestação de serviços à comunidade. O Galo venceu a partida por 1 a 0, resultado, no entanto, que levou o Cruzeiro ao bicampeonato estadual. A juíza Mônica Libânio Rocha determinou que os atletas compareçam ao Juizado Especial Criminal, em Belo Horizonte. Os jogadores do Cruzeiro que estavam relacionados para o jogo prestam depoimento no início da manhã desta terça-feira. Já o depoimento dos atleticanos foi marcado para o próximo dia 27. De acordo com o promotor Francisco Rogério Barbosa Campos, os atletas receberão uma "proposta de transação penal (instrumento legal mais brando que um processo)" por "crime de rixa", qualificação para briga generalizada. Segundo ele, neste caso, os jogadores estão sujeitos a multas, prestação de serviços comunitários e até a pena de prisão, se houver antecedentes criminais.O superintendente jurídico do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, afirmou que os jogadores poderão ser, no máximo, condenados a doar cestas básicas para famílias carentes. Os clubes, por meio de suas assessorias de imprensa, não informaram se irão tomar alguma medida interna. A confusão começou após o clássico, quando o goleiro Eduardo partiu para cima do zagueiro Cris, que estaria comemorando a conquista junto à torcida atleticana. Os dois trocaram socos e pontapés. O goleiro reserva do Galo, Marcelo Bonan, também correu em direção aos cruzeirenses, provocando uma briga que envolveu também torcedores e outros funcionários dos clubes. "Fui tirar ele (Cris) porque ele estava sacaneando a torcida do Atlético", acusou Eduardo. O zagueiro celeste, porém, negou que estivesse provocando os torcedores adversários. "Eu saí em direção à minha torcida", afirmou."Eu não fui menosprezar a torcida do Atlético. Eles não souberam perder e queriam tirar o brilho da vitória do Cruzeiro", disse o capitão do Cruzeiro, que foi expulso durante o jogo por acertar uma cabeçada no meia Tucho. Vários jogadores ficaram retidos no Mineirão até que promotores do Ministério Público Estadual (MPE), a juíza plantonista, oficiais da Polícia Militar e advogados dos clubes chegasse a um acordo. Horas antes da primeira partida da final, um torcedor cruzeirense foi morto durante uma briga de torcidas. O episódio gerou uma campanha contra a violência, promovida pelos clubes e pela mídia local durante a semana e a decisão do último final de semana foi intitulada "Clássico da Paz".

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