Jogadores vão embora envergonhados

Com raríssimas exceções, os jogadores da Seleção Brasileira deixaram o Morumbi envergonhados. Alguns, como o zagueiro Lúcio, nem tiveram a coragem a falar sobre o empate diante do Peru. A saída do vestiário foi lenta e cercada por muita tensão. Antes de liberar os seus jogadores, Leão teve o cuidado de reunir o grupo e pedir que todos mantivessem a calma. "O professor pediu calma num momento como esse. Disse que essa é uma situação que pode ser revertida", confidenciou o lateral-esquerdo César. César e o novato Éwerthon, que pela primeira vez defendeu a Seleção Principal, foram os jogadores que apresentaram as explicações mais coerentes. César reconhecia as deficiências dos time brasileiro: "Carregamos demais a bola, demos a chance do contra-ataque e acabamos surpreendidos. Não foi o resultado que todos esperávamos mas nada está perdido". Já o atacante Éwerthon, um dos destaques do time, apesar do empate, não quis raciocinar como uma peça à parte do resto da equipe. "O professor (Leão) nos alertou que a jogada mais perigosa do Peru era aquela, que deu origem ao gol do empate. Mas eu nem acho que foi isso que mais nos atrapalhou. A Seleção Brasileira não teve tranquilidade quando estava em vantagem no marcador". Surpreso com o assédio da imprensa, e principalmente com os elogios dedicados a ele ao final da partida, Éwerthon reconheceu que não sentiu o peso da camisa da Seleção Brasileira. "Para ser bem sincero, não senti o peso não. Embora esta seja a minha primeira experiência na Seleção Principal, eu já estou acostumado com a camisa da Seleção Brasileira. Desde os 14 anos eu venho participando das seleções amadoras e isso pode ter me ajudado de uma certa forma".

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