Maurício de Souza/Estadão
Maurício de Souza/Estadão

Jogadores veteranos projetam novas carreiras

Sheik, Renato e Jefferson se aposentam e devem iniciar trabalhos de gestão em seus clubes

O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2018 | 05h00

Três jogadores estão se aposentando com planos semelhantes: iniciar carreiras na área de gestão em seus respectivos clubes. O corintiano Emerson Sheik vai se tornar dirigente do clube no ano que vem, o santista Renato já exerce a função de diretor executivo de futebol na Vila Belmiro e o botafoguense Jefferson pretende atuar na área de marketing do clube carioca. 

"Nesse momento, nós temos que usar tudo o que a gente construiu dentro de campo. Estarei ausente dentro de campo, mas presente fora dele. Poder participar dos eventos do marketing do Botafogo vai ser gratificante", disse o goleiro de 35 anos que se aposentou oficialmente na última segunda-feira.

Herói da conquista da Libertadores em 2012 e vencedor de sete taças em suas três passagens pelo Corinthians, Sheik foi homenageado ao longo da semana pelo clube. Aos 40 anos, a aposentadoria já era planejada. Ele voltou ao clube em janeiro apenas para se despedir. A intenção era ficar só no primeiro semestre, mas renovou contrato até o fim do ano a pedido do então técnico Fábio Carille. 

Oficialmente, ele diz que definirá o rumo para a vida no início de 2019. Ele está suspenso do jogo de hoje diante do Grêmio. "Agora sou um tiozinho", brincou o atacante.

Renato está trocando o uniforme pelos trajes corporativos. Desde o mês de setembro, ele exerce a função de executivo de futebol simultaneamente ao fim da carreira de volante. Saía do campo e ia para os escritórios do CT Rei Pelé. Ele se torna um ex-atleta oficialmente hoje, ao fim do jogo entre Santos e Sport, na Ilha do Retiro.

A aposentadoria dos atletas é tão importante que vem sendo tema de eventos específicos. Na semana passada, a Federação Paulista de Futebol promoveu o 1º Seminário de Transição de Carreira para Atletas. "Quando parei, não tinha um foco. Foram três anos até realmente saber o que queria para a minha vida. Se eu não tivesse a estrutura, eu teria prejudicado minha vida", diz o ex-volante César Sampaio, que atuou pelo Palmeiras e pela seleção brasileira.

 

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