Jogadores vivem de ?bico? no MT

Cerca de 30 jogadores profissionais que disputaram o Campeonato Mato-grossense desta temporada continuaram em campo este ano, após o término da competição oficial. Mesmo com o título do Campeonato Estadual ainda sub-júdice, com Juventude e Mixto brigando no tapetão pelo troféu de campeão, o calendário regional continua sendo o maior inimigo dos atletas.A competição promovida pela Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) dura em média no máximo quatro meses e quando termina, os chamados pratas da casa estão literalmente desempregados. O jeito é fazer bicos, nos chamados subempregos temporários.No domingo, titulares que atuaram na Primeira Divisão deste ano, defendendo clubes como o Mixto, Sorriso ou Juventude, entram em campo para decidir o maior campeonato amador do Estado.A competição promovida pelo Grupo Gazeta de Comunicação, transmite os jogos ao vivo, aos domingos pela manhã e tem reunido em média, 4 mil torcedores por partida, em 17 mini-estádios municipais. Enquanto a média de público do Estadual da Primeira Divisão não passou de 1.500 torcedores por partida, em jogos do interior, o "Amadorzão" é o oposto com uma fórmula completamente diferente.Este ano, pela primeira vez em quatro anos de disputas, jogadores profissionais foram liberados para atuar. Os bichos pagos pelas ligas de bairros vão de R$ 50 a R$ 200 por jogo e as vezes até superam os salários pagos por clubes profissionais.

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