Werther Santana|Estadão
Werther Santana|Estadão

'Jogar a Libertadores no Morumbi ajuda muito', diz Lugano

Zagueiro uruguaio aposta em São Paulo mais forte em seu estádio

Entrevista com

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 de abril de 2016 | 07h30

Mesmo fora do jogo desta terça-feira, contra o Trujillanos, o zagueiro Diego Lugano afirma que com a volta ao Morumbi, o São Paulo será mais forte na Copa Libertadores. O uruguaio está com dores nas costas e apesar de ter sido contratado para ser um dos líderes do elenco, terá de apoiar apenas à distância os colegas que entram em campo para o jogo decisivo. Em entrevista exclusiva ao Estado durante uma feira de turismo, o jogador explicou que voltar ao próprio estádio será um grande trunfo.

Jogar a Libertadores no Morumbi ajuda o São Paulo neste momento?

Ajuda e ajuda muito. Acho que muda e muda muito. Morumbi é nosso templo, tem mítica, tem uma energia especial e nossa. Sem dúvida que ajuda muito aos jogadores, ao torcedor a comparecer no estádio, sentir-se confiante, e acho que o grande reforço que a gente precisa nesse momento a gente vai ter a partir de sábado.

Atuar no estádio é determinante para sair da crise? Como encara esse momento difícil do time?

Eu não vejo esse momento como crise. Estamos brigando nas duas competições, tanto Libertadores quanto Paulista, com possibilidades certas, então o momento não é de crise. Eu acho, sim, que o São Paulo tem e deve melhorar, antigamente tinha melhores rendimentos, melhores resultados, e a gente está procurando isso, embora esteja ficando difícil por contusões, por sequência de jogos, por cansaço. Mas a gente acredita nisso, obviamente, e o fato de jogarmos no Morumbi vai ajudar muito a ter o resultado que a gente não vem tendo, muitas vezes eu acho também que por jogar fora de casa, fora do nosso templo.

Você espera ainda ter uma sequência maior de jogos?

Sim, mas tem que ser profissional, inteligente e maduro, né? Não adianta jogar todo jogo porque você acaba primeiro não rendendo e depois tem risco de contundir. Então eu acho que fazer rodízio, ir alterando jogadores, porque isso faz com que todo mundo jogue e se sinta importante, se sinta 100% e se sinta fazendo parte. Brasil ainda não tem essa cultura, não sei por que, porque é o futebol que mais se joga. Mas eu entendo aqui, faço entender que não é normal você jogar tanto, que todo o elenco tem de jogar e que ninguém é indispensável, ninguém. O cemitério está cheio de indispensáveis. Então todo mundo tem de jogar, todo mundo tem de participar e isso é o importante.

O que acha sobre a atual seleção do Uruguai? Gostou do jogo contra o Brasil?

Não é nova porque mantém o mesmo treinador e, sobretudo, mantém a mesma filosofia de trabalho e respeito a camisa. Gostei do jogo, mas independente de ganhar, perder ou empatar, jogar bem ou jogar mal, tem um compromisso que não se negocia, que é invisível aos olhos do torcedor, a gente sabe, porém, quer que seja assim. Então isso faz a diferença entre jogadores. Uma coisa é você jogar bola bem, outra coisa é estar comprometido com a sua seleção e para isso há muitas atitudes que vão além do jogo, além do que o torcedor vê, e que faz a diferença, a curto, médio ou longo prazo, faz a diferença.

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