Jogo do Brasil atrai pouco interesse nos Estados Unidos

Com pouco destaque na imprensa, Brasil e Colômbia se enfrentam nesta quarta-feira, em Nova Jersey, cerca de duas semanas depois de a supertempestade Sandy ter arrasado a Costa Leste norte-americana, deixando mais de cem mortos, com o Estado onde ocorrerá o jogo sendo o mais atingido.

GUSTAVO CHACRA, Agência Estado

13 de novembro de 2012 | 08h44

Em solidariedade às vítimas do furacão, as confederações da Colômbia e do Brasil decidiram doar US$ 50 mil e farão um mutirão no dia do jogo para receber doações de comidas, roupas e cobertores para um Fundo do Estado de Nova Jersey, que possui uma das maiores populações brasileiras nos Estados Unidos.

"A CBF deseja oferecer apoio ao povo de Nova Jersey e Nova York que sofreu com o furacão (supertempestade) Sandy. Esta região e suas pessoas têm tratado os jogadores da seleção brasileira com grande afeto quando jogamos aqui e decidimos ajudá-los neste momento difícil", afirmou o presidente da CBF, José Maria Marin, em comunicado conjunto com o presidente da confederação colombiana.

Apesar dos fortes estragos causados em Nova Jersey, especialmente na faixa litorânea, a área ao redor do Estádio Metlife não sofreu danos. Menos de uma semana depois da passagem de Sandy, foi possível organizar um jogo de futebol americano. Em Nova York, a maratona e uma partida de basquete do Brooklyn Nets, na NBA, foram canceladas.

Diferentemente das outras duas partidas que o Brasil jogou em Nova Jersey sob o comando de Mano Menezes, desta vez há pouco interesse. Na primeiro, o adversário foi os Estados Unidos no recém-inaugurado estádio que é dividido pelo Giants e o Jets no futebol americano, logo após a Copa do Mundo, e terminou com vitória brasileira.

Na segunda, no dia do jogo, Nova York ficou mobilizada com o jogo entre Brasil e Argentina. Jornais e redes de TV deram enorme destaque. Mas a atenção toda era voltada para o argentino Lionel Messi. Norte-americanos costumam acompanhar o futebol europeu, mas Neymar ainda é pouco conhecido, a não ser pelos mais fanáticos.

Para a partida desta quarta, na última segunda ainda era fácil encontrar ingressos, enquanto contra a Argentina eles se esgotaram rapidamente. Grande parte da torcida deve ser formada por brasileiros e colombianos que vivem na região. Nesta terça, o Brasil faz um treino à noite no estádio que será palco do duelo. Será o único antes do jogo.

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