Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Jogos da segunda fase do Campeonato Paulista vão ter renda dividida

Medida beneficia times do interior, que vão atuar como visitantes e não receberiam a verba

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

24 de março de 2014 | 14h50

SÃO PAULO - A Federação Paulista de Futebol (FPF) definiu nesta segunda-feira que a renda dos duelos das quartas de final e das semifinais do Paulistão serão divididas meio a meio entre os clubes.

A medida vai beneficiar os times menores porque não terão a chance de jogar diante de suas torcidas, ao menos nas quartas de final. Nesta fase e na semifinal, os duelos serão realizados em partida única. Caso contrário, os clubes pequenos teriam direito a somente 10% da renda das partidas.

Santos, Palmeiras e São Paulo têm o direito de serem os mandantes das partidas, contra Ponte Preta, Bragantino e Penapolense, respectivamente, porque apresentaram melhor campanha na primeira fase. No outro duelo, o Botafogo será o mandante, contra o Ituano, pelo mesmo motivo.

Estas definições foram acertadas durante reunião na FPF que contou com a presença dos presidentes dos clubes. No encontro, os dirigentes confirmaram também que os times é que serão os responsáveis por decidir onde vão mandar seus jogos, ao contrário do que aconteceu nos últimos anos, quando a FPF definia quais estádios sediariam as partidas.

Dono da melhor campanha do Paulistão até agora, o Santos já avisou que pretende jogar na Vila Belmiro até o fim do campeonato. Para tanto, terá que seguir vencendo seus confrontos para manter a vantagem de jogar em casa - os resultados da primeira fase vão se somando aos do mata-mata para definir o time de melhor campanha.

"Vamos fazer prevalecer a melhor campanha. Então, o Santos, se for passando, vai sempre decidir na Vila. Já conversei com o presidente da FPF [Marco Polo Del Nero] e ele não se opôs a isso", disse Odílio Rodrigues, presidente em exercício do Santos.

A divisão da renda não valerá para os ingressos. Os visitantes continuarão com apenas 10% dos bilhetes. De acordo com a FPF, os clubes optaram pela manutenção dos preços das entradas. Para a arquibancada, o valor será de R$ 40.

"Não vamos aumentar. Fizemos uma leitura histórica do futebol que diminui os espectadores quando aumenta. E essa não é a melhor forma. Preferimos ter o estádio cheio", garantiu Odílio Rodrigues.

Já o São Paulo promete fazer promoção para aumentar o público dos seus jogos. Para o sócio-torcedor, o objetivo do clube é colocar ingressos a R$ 5. "Queremos levar bastante gente no Morumbi para nos ajudar", disse Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, diretor de futebol do São Paulo.

"É bom sempre ser o jogo da TV, apesar da chance de diminuir o público. Mas vamos fazer essa promoção bem bacana e tenho certeza que o estádio vai receber muita gente", declarou o dirigente são-paulino. O presidente da CBF, José Maria Marin, estava presente no evento, mas não concedeu entrevistas.

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