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Palmeiras e São Paulo encaram maratona em tempos de covid-19

Oito compromissos em dezembro, no intervalo de 27 dias, o que gera média de uma entrada em campo a cada 3,3 dias; o cenário é mais pesado para o time de Abel

Mauro Cezar Pereira, O Estado de S. Paulo

07 de dezembro de 2020 | 05h00

Contra um dos times que luta para fugir das últimas posições no Campeonato Brasileiro, o São Paulo se impôs de forma modesta até diante do Sport, no Morumbi, mantendo sua vantagem na liderança. Passo relevante em mês pesado com muitos compromissos, como ocorre com o Palmeiras.

Após o 1 a 0 sobre os rubro-negros pernambucanos, os são-paulinos voltarão ao seu estádio na quarta-feira, para disputar jogo adiado, contra o Botafogo. Seis dias antes a equipe fez outra dessas partidas remanejadas, ao bater o Goiás, fora de casa.

A sequência prevê visita ao Corinthians domingo, jogo contra o vice-líder do Brasileirão, Atlético Mineiro, em casa; uma semana de descanso e ida a Porto Alegre para o confronto com o Grêmio. Aí já por outro certame, a Copa do Brasil, em fase semifinal.

Após o Natal, no dia 26 de dezembro, os são-paulinos irão ao Rio de Janeiro encarar o Fluminense, que briga nas primeiras colocações da Série A. O ano termina com a peleja de volta contra os gremistas, no Morumbi, definindo um finalista da Copa do Brasil.

Oito compromissos em dezembro, no intervalo de 27 dias, o que gera média de uma entrada em campo a cada 3,3 dias. Série pesada com dois jogos eliminatórios diante do Grêmio, carregando toda a responsabilidade de quem defende um clube grande em jejum de títulos.

O cenário é ainda mais pesado para o Palmeiras, que na quarta-feira passada goleou o Delfin pela Libertadores e sábado empatou (2 a 2) em Santos pelo Campeonato Brasileiro. Na terça-feira o time estará no Paraguai encarando o Libertad novamente pelo torneio da Conmebol.

O roteiro prevê, em seguida, o Bahia como adversário, pelo campeonato nacional, em São Paulo, onde o elenco alviverde seguirá jogando três dias mais tarde, quando a equipe paraguaia o visitará. O compromisso a seguir será frente ao Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre, no fim de semana de folga dos são-paulinos.

O último fim de semana antes do Natal será o único período mais leve para o rival em relação aos palmeirenses, que receberão o América Mineiro uma noite antes da chegada do Papai Noel. Depois, o Red Bull Bragantino, no Allianz Parque e encerrando 2020, o time americano esperará o Palmeiras em Belo Horizonte.

Nove partidas no último mês do ano, em intervalo de 28 dias, média de um jogo a cada 3,11 dias. Ritmo pesado, três competições e prováveis escolhas a serem feitas por Abel Ferreira. Por mais amplo que seja o grupo de jogadores, com possíveis lesões, casos de covid-19 e outros imprevistos, remar em todas será complexo.

Mas o Palmeiras tem, em teoria, uma vantagem sobre o São Paulo: seu adversário na Copa do Brasil, apesar de ter eliminado Corinthians e Internacional, é time mais modesto, da Série B, enquanto os tricolores terão o Grêmio em ótima fase pela frente. Por outro lado, os são-paulinos lideram, com alguma folga, a Série A.

Opções deverão ser feitas em determinados momentos. Envolvidos com tantos jogos, jogadores lesionados, suspensos e sempre atemorizados com a possibilidade de um ou mais atletas serem infectados pelo novo coronavírus, haverá o dia no qual uma competição precisará ser priorizada.

E essas escolhas dos clubes têm que ser precisas, cirúrgicas. Especialmente na luta pelo título do Campeonato Brasileiro, já que dois importantes candidatos, Atlético Mineiro e Flamengo, têm apenas ele a disputar. Estratégia e sabedoria poderão fazer ainda mais diferença na tumultuada temporada da pandemia do novo coronavírus.

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