Jogos 'micos' da Copa têm ingressos, como Grécia e Costa do Marfim

Interesse dos brasileiros por partidas consideradas 'fracas' é pequeno e venda de entrada empaca

Vanderson Pimentel, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2014 | 11h43

SÃO PAULO - Ao contrário da última quarta-feira, em que o Estado demorou cerca de duas horas e meia para conseguir entrar na página de compra de ingressos para a Copa do Mundo, a venda das entradas restantes do penúltimo lote está empacada e tranquila nesta quinta. Desta vez, a reportagem obteve acesso imediato na lista de jogos e listou quais os maiores 'micos' de vendas. A partida que mais possui ingressos na bilheteria online é Grécia e Costa do Marfim. O jogo, que acontece em Fortaleza, pelo Grupo C do Mundial, ainda possui entradas com disponibilidade alta nas categoria 1, 2 e 3, custando R$ 350, R$ 270 e R$ 180 respectivamente. Além desses, obesos, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida também encontram bilhetes para esse jogo.

Na segunda posição do que podemos chamar de 'desinteresse' momentâneo do torcedor, vem o jogo entre as seleções da Nigéria e Bósnia-herzegovina. Válida pelo Grupo F da Copa, a partida ainda possui disponibilidade alta para ingressos nas Categorias 1 e 2. A Categoria 3 tem disponibilidade média, enquanto as outras estão com possibilidades reduzidas de compra de bilhetes. Essa partida e o jogo Bósnia x Irã, pelo mesmo grupo, são os únicos do Mundial em que, por enquanto, é possível adquirir bilhetes em todas as categorias e lugares do estádio. A partida será disputada na Fonte Nova, em Salvador.

Cuiabá também é a cidade responsável por fechar o "ranking" das partidas com mais ingressos à venda. Pelo Grupo H, o jogo entre Rússia e Coreia do Sul ainda possui entradas nas Categoria 1 e 3, com disponibilidade média; Categoria 2, em alta; e o bilhetes especiais.

ELEFANTE BRANCO

Mesmo que seja um evento mundial, a baixa procura por ingressos na Arena Pantanal constata a pouca tradição que Mato Grosso possui no futebol. Cidade-sede de quatro jogos da Copa, Cuiabá teve média de apenas 805 torcedores nos estádios em 2013, de acordo com levantamento da Pluri Consultoria. A pesquisa também mostrou que o total de 37 mil pessoas que compareceram aos estádios da cidade no ano passado, não seria suficiente para encher a Arena Pantanal, que vai ter capacidade para 43.600 espectadores.

POR QUE ASSISTIR?

A baixa procura por ingressos de algumas partidas diz respeito à falta de tradição das seleções que estarão em campo. Mas é possível encontrar atrativos curiosos nesses jogos. Capitaneada pelo experiente atacante Didier Drogba, a Costa do Marfim é considerada a seleção mais forte do continente africano. O jogo que acontece em Fortaleza, uma das cidades turísticas mais famosas do Brasil, também conta com remanescentes da seleção grega campeã da Eurocopa de 2004, como o meia Giorgos Karagounis. O Brasil enfrentou Costa do Marfim na África do Sul, num jogo muito pegado. O time de Dunga ganhou por 3 a 1. Naquela partida, Dunga perdeu Elano, machucado.

Alvo de guerra civil há menos de 20 anos, a Bósnia chega ao Brasil como uma das sensações da Europa. A seleção conta com o atacante Edin Dzeko, que foi vice-artilheiro das Eliminatórias Europeias ao marcar 10 gols. No calor do pantanal mato-grossense, os jogadores devem fazer a partida que definirá o segundo colocado do Grupo F, que também possui as seleções da Argentina e do Irã.

Em sua outra partida, Cuiabá deve receber dois opostos em comportamentos. Os simpáticos sul-coreanos devem ir em peso à Arena Pantanal, buscando repetir a campanha no Mundial de 2002, em que chegaram às semifinais. Do outro lado, os "frios" russos devem dar uma primeira impressão da Copa de 2018. O país será sede do próximo torneio da Fifa.

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