Jogos na altitude viram dor de cabeça para Bolívia

Dirigentes decidem dividir a equipe para evitar problemas com os jogadores durante os treinamentos

Brian Homewood, da Reuters,

09 de outubro de 2007 | 14h26

Autoridades bolivianas admitiram que jogar em altitudes maiores, algo anteriormente considerado um trunfo para o país, está causando dores de cabeça logísticas para a abertura das Eliminatórias da Copa do Mundo, neste mês. Com o desafio de enfrentar o Uruguai fora de casa no nível do mar, no sábado, e quatro dias depois a Colômbia na altitude, a Bolívia decidiu dividir sua equipe em duas. O presidente da federação boliviana, Carlos Chávez, explicou que os atletas do país que jogam no exterior vão treinar nas terras baixas de Santa Cruz e os que jogam na Bolívia, nas altas altitudes de La Paz. "Estamos tentando evitar submeter os jogadores que sediados ao nível do mar a uma adaptação exigente nas altas altitudes pouco antes de jogar contra o Uruguai em Montevidéu", disse. Sete dos 30 jogadores convocados jogam no exterior. A Bolívia tradicionalmente disputa partidas em casa em La Paz, que fica a 3.600 metros de altitude, o local mais alto para jogos internacionais do mundo. Meses atrás, a Fifa proibiu jogos acima de 2.500 metros, uma decisão que causou protestos no país. Mas a entidade recuou de sua decisão após uma grande campanha liderada pelo presidente boliviano, Evo Morales. A última Copa do Mundo que a Bolívia participou foi em 1994.

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