Johan Cruyff estreava marcando gols no Barcelona há exatos 40 anos

Craque holandês ajudou o time catalão a conquistar o título espanhol depois de 14 anos

O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2013 | 15h07

SÃO PAULO - O dia 28 de outubro parece ter apreço por aqueles que sempre trataram bem a bola. Se há exatos 80 anos nascia o gênio Mané Garrincha, há 40 o magistral holandês Johan Cruyff fazia sua estreia com a camisa do Barcelona. Considerado um dos meias mais habilidosos de todos os tempos e transação mais cara do futebol espanhol até aquele momento, Cruyff procurou demonstrar que valia o investimento logo na primeira partida, marcando dois gols na vitória do time sobre o Granada.

A chegada do craque parecia representar uma nova era ao clube catalão. Cruyff ajudou o Barcelona a conquistar o Campeonato Espanhol da temporada 1973/1974, algo que não acontecia desde 1959, e marcou um dos gols da histórica goleada por 5 a 0 no clássico disputado em 17 de fevereiro de 1974, no Santiago Bernabéu. Nos anos seguintes, porém, a hegemonia voltou ao Real Madrid, e o Barça teria que se contentar com uma única Copa do Rei da Espanha, na edição de 1977/1978. Ao longo das cinco temporadas em que defendeu o Barcelona, o jogador holandês anotou 51 gols em 184 partidas. O craque se aposentou logo após a conquista da Copa.

TRANSFERÊNCIA

Para manter a tradição, a aquisição do passe de Johan Cruyff foi disputada por Barcelona e Real Madrid. Já havia sido assim com Di Stéfano em 1953 - que deixou a Catalunha e migrou para Madri - e foi assim recentemente com Neymar, que preferiu o Barcelona ao clube merengue. O Ajax, clube onde Cruyff despontou para o futebol, acertou a transferência do craque para o Real. Mas o meia escolheu o Barça como destino.

O jogador custou ao clube 60 milhões de pesetas (R$ 3,25 milhões), "que foram resgatadas na mesma temporada, já que as entradas de três ou quatro jogos praticamente pagaram todo o preço", lembrou Agustí Montal, presidente do Barcelona à época, em entrevista ao diário espanhol Marca. Mas o mais curioso foi a forma como o pagamento ao Ajax foi realizado: o governo espanhol considerou a soma muito alta e não autorizou a emissão do valor para a Holanda. A solução encontrada por Montal, que era empresário do ramo têxtil, foi fingir a aquisição de algodão holandês.

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