John Terry pede desculpas após bronca do técnico Capello

Zagueiro havia insinuado que ocorreram desentendimentos entre os jogadores ingleses

REUTERS

22 de junho de 2010 | 12h06

O zagueiro John Terry se desculpou nesta terça-feira, 22, por insinuar haver desentendimentos entre os jogadores da Inglaterra após ter sido criticado pelo técnico Fabio Capello por haver se pronunciado.

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Após o empate morno sem gols com a Argélia na semana passada, Terry disse que iria desabafar com Capello e discutir mudanças, embora o técnico tenha dito na segunda-feira que seu ex-capitão cometeu "um grande erro" ao falar sobre o ânimo da equipe publicamente e não com ele.

O zagueiro, entretanto, disse ao jornal britânico Daily Mail nesta terça-feira que apoia Capello totalmente e que simplesmente respondeu perguntas da mídia com honestidade, embora provavelmente tenha "ido longe demais". "Jamais foi minha intenção aborrecer o técnico ou os jogadores e, se o fiz, peço desculpas", teria dito Terry segundo o jornal.

"Eu disse ao nosso técnico que ele tem meu total apoio e gostaria de reforçar que não acredito ter sido uma influência desagregadora na concentração." "Agora gostaria de deixar esse episódio para trás e me concentrar em tentar vencer um jogo importante para a Inglaterra", acrescentou em referência à partida final pelo Grupo C contra a Eslovênia na quarta-feira, que seu time precisa vencer.

Os jogadores e a delegação inglesas uniram forças na segunda-feira para negar rumores de um motim na concentração. Capello disse não saber por que Terry não o procurou primeiro. "Não entendo por que ele não falou comigo", declarou o italiano em entrevista ao canal de TV britânico ITV. "Li ontem que John Terry disse isso. Deveria falar em pessoa e não com vocês." "Isso é um grande erro. Sei que às vezes os jogadores querem falar mais com vocês do que com os outros jogadores. Isso é um erro".

Capello também negou quaisquer sinais de uma rebelião ao estilo do que ocorreu na seleção francesa em sua equipe. "Falei com alguns jogadores e acho que só Terry disse isso", acrescentou. "Não é uma revolução, é o erro de um jogador."

 

 

 

 

 

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