Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Jorge Sampaoli minimiza discussão com Zago após vitória: 'Não tem importância'

Comissões técnicas trocaram xingamentos tanto no final do primeiro tempo, quanto depois do término da partida

Redação, Estadão Conteúdo

23 de março de 2019 | 22h46

O técnico Jorge Sampaoli não quis estender as discussões que teve com Antônio Carlos Zago, treinador do Red Bull Brasil, após a vitória do Santos por 2 a 0, neste sábado, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, que deixou o time alvinegro perto das semifinais do Campeonato Paulista. O comandante argentino afirmou que o bate-boca fica em campo.

"O que aconteceu são coisas que terminam no campo de jogo, não têm importância", garantiu o treinador santista. O auxiliar de Sampaoli, Pablo Fernandez, teria sido o grande pivô da troca de farpas ao xingar um jogador do Red Bull Brasil.

As comissões técnicas trocaram xingamentos tanto no final do primeiro tempo, quanto depois do término da partida. O goleiro reserva Éverson, do Santos, e o atacante Osman, do Red Bull Brasil, precisaram intervir para acalmar os ânimos.

Mesmo que o caso não seja citado na súmula da partida pelo árbitro Douglas Marques das Flores, os envolvidos na confusão podem ser julgados e punidos posteriormente pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP).

Sobre a partida, o treinador se mostrou satisfeito com o desempenho de seus atletas e elencou o jogo com um dos melhores do time no ano. "Foi uma das nossas melhores partidas. O rival fez com que fosse uma boa partida. Um rival que vinha sem perder há nove partidas, que nunca nos perdeu de vista na tabela. Não perdeu contra nenhuma grande equipe. O Santos esteve à altura. Agora é esperar a segunda partida, que com certeza será mais difícil", disse.

Sampaoli também falou sobre a decisão de devolver o salário para igualar a sua condição à dos jogadores, que estão com um mês de vencimentos atrasados e dois de direito de imagem.

"Somos parte de uma família, de uma equipe de trabalho. Comissão técnica, jogadores, todos. Não vejo lógica em receber o salário enquanto os outros não recebem. Eu faria o mesmo se o cozinheiro não tivesse recebendo. Não é justo. Tem que ser igual para todos. Se o clube tem algum problema, eu entendo. Mas o que não entendo é um receber e outro não. Espero que até semana que vem todos recebam", declarou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.