Mario Ruiz/EFE
Mario Ruiz/EFE

Jorge Sampaoli paga rescisão e deixa o comando do Chile

Treinador foi campeão da Copa América de 2015

O Estado de S. Paulo

19 de janeiro de 2016 | 17h50

Chegou ao fim nesta terça-feira uma das novelas mais longas do ano até aqui: o argentino Jorge Sampaoli não é mais o técnico da seleção do Chile. A imprensa chilena vinha noticiando isso ao longo do dia e, no fim da tarde, a Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP) do Chile confirmou o acordo para que o contrato válido até 2018 seja rompido.

De acordo com a ANFP, Sampaoli fez diversas concessões para se livrar do contrato que o prendia à entidade com a qual ele não pretendia mais trabalhar. Abriu mão do prêmio pelo título da Copa América do ano passado, do "bicho" pelos últimos jogos nas Eliminatórias, das férias e do salário de janeiro. Não bastasse isso, ainda vai pagar uma multa à ANFP.

 

"Com este passo, a direção da ANFP cumpriu o objetivo de destravar a atual situação que afeta a seleção chilena, evitando a incerteza que implicava seguir com grandes ações judiciais", disse a entidade, em nota. 

Há apenas cinco dias, a ANFP havia informado que encerrara as negociações para a rescisão amigável do contrato de Sampaoli, alegando que ele só poderia romper o vínculo se pagasse os seis milhões de euros previstos em caso de quebra do documento. Até aquele momento, o treinador se negava a pagar a multa e as duas partes pretendiam ir à Justiça.

Sampaoli viveu uma lua de mel com a seleção chilena até levá-la ao título da Copa América do ano passado, a primeira conquista importante do país na modalidade. Mas a renúncia do ex-presidente da ANFP, Sergio Jadue, acusado de envolvimento no esquema de corrupção da Fifa, e a divulgação das cláusulas do contrato do treinador com a entidade fizeram ele manifestar seu desejo de deixar o comando do Chile.

"Neste ambiente, não quero mais viver e nem trabalhar. Nunca imaginei que em tão pouco tempo a imagem de um ídolo que tanto acrescentou ao futebol chileno fosse destruída. Estou decepcionado e nestas condições não posso seguir dirigindo", desabafou o treinador no começo deste mês.

Livre no mercado, Sampaoli não deve demorar a achar emprego. O treinador já teve seu nome ligado a diversos clubes, entre eles o Porto, de Portugal. De qualquer forma, o argentino, finalista da Bola de Ouro de melhor treinador, deve ficar como alternativa aos diversos clubes que prometem buscar Pep Guardiola ao fim da temporada.

Cotado para assumir o cargo, o chileno Manuel Pellegrini, técnico do Manchester City até o fim da atual temporada na Europa, descartou o posto nesta segunda-feira. "O cargo de treinador da equipe nacional não é algo que me interesse neste momento. Não há nenhuma possibilidade de que eu assume a seleção".

Quinto colocado nas Eliminatórias para a Copa do mundo de 2018, o Chile enfrenta Argentina e Venezuela, nos dias 24 e 29 de março.

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