EFE/ALI HAIDER
EFE/ALI HAIDER

Jorginho diz que Chelsea foi desrespeitado antes da final do Mundial: 'Serviu de motivação'

Meio-campista ítalo-brasileiro afirma, sem citar de quem partiram os comentários, que se motivou com as declarações

Ricardo Magatti, enviado especial a Abu Dabi, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2022 | 20h22

Jorginho era um dos atletas mais exaltados do Chelsea após a conquista do Mundial de Clubes na decisão contra o Palmeiras, em Abu Dabi, neste sábado. O atleta ítalo-brasileiro parecia querer mais que os colegas esse título até porque, segundo ele, ganhar era uma forma de mandar um recado aos que desrespeitaram o time inglês.

Sem citar nomes, o volante disse que ouviu comentários que o incomodaram e transmitiu aos outros atletas o que havia ouvido. Ele não deixou claro a origem das declarações, mas afirmou com clareza que houve desrespeito com o Chelsea, no seu entendimento.

"Hoje eu tenho que agradecer o que eles falaram porque serviu de motivação", admitiu o meio-campista. Ele evitou dizer de onde surgiram os comentários negativos a respeito do Chelsea, mas indicou que não teriam vindo do Palmeiras.

"Os jogadores que são da Europa não estavam acompanhando o que estavam acontecendo. Vocês sabem o que foi falado. Se aquilo não for desrespeitar o nosso grupo, que ganhou Liga dos Campeões, Supercopa, o que é? Falar que é uma equipe que não tem fome de vitória, que não tem tradição, que não tem história de campeão. É falta de respeito", reforçou.

Um dia antes do jogo, cabe lembrar, Jorginho, que é são-paulino, revelou que foi rejeitado em um teste na base do Palmeiras aos 12 anos. Essa recusa serviria de combustível para a decisão em Abu Dabi, ele afirmara. O duelo deste sábado foi difícil, mas era o que ele estava esperando.

"Nós respeitamos o Palmeiras. Sabíamos que não seria fácil. É uma equipe organizada, forte, com qualidade individual", avaliou. O meio-campista, de 30 anos, avisou ao elenco como o Mundial é tratado com prioridade pelo Palmeiras para que os ingleses soubessem que não poderiam relaxar em campo.

"Eu e o Thiago mostramos pros meninos o que estava acontecendo, o quanto o Palmeiras jogaria com vontade. Se chegássemos aqui com menos vontade pode ter certeza que seria muito mais difícil. Mostramos o que estava saindo do Brasil para motivar meus companheiros", afirmou.

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