Jorginho lutará para diminuir punição

O lateral-esquerdo Jorginho Paulista, do Vasco, contestou sua suspensão por um ano aplicada, nesta quarta-feira, pela comissão disciplinar da Federação Italiana de Futebol, por uso de passaporte falso. "Me perguntaram se tinha algum parente europeu e falei que tinha um bisavô português. Depois, o passaporte apareceu. Eles precisam entender que o jogador de futebol não entende de Direito", protestou o atleta, sem revelar o nome de quem teria lhe dado o documento irregular.Jorginho Paulista sustentou sua inocência no episódio e informou que seu empresário - Mino Raiola - vai tentar recorrer da decisão, com o objetivo de amenizar a punição. Entristecido, o lateral lamentou que esse problema tenha ocorrido no momento em que está atuando por um grande clube brasileiro e seu passe vem sendo cobiçado por outras equipes de prestígio. "Estou apreensivo em relação a meu futuro, mas vamos ver o que podemos fazer para reverter a situação", afirmou o jogador.O lateral vascaíno contou que o atacante gremista Warley - também punido - ligou para avisá-lo da sentença, na manhã desta quarta-feira. Como o passe de Jorginho Paulista pertence a Udinese, da Itália, e seu empréstimo ao Vasco termina no dia 30, o clube carioca não vai se envolver diretamente na briga judicial, mas vai auxiliar juridicamente o jogador.Apesar da punição, o lateral vascaíno afirmou que vai não vai alterar sua rotina de treinamentos e disse estar motivado para provar sua inocência. Além da Udinese e do Vasco, clube em que conquistou os títulos da Copa João Havelange e da Mercosul, Jorginho Paulista atuou pelo PSV Eindhoven, da Holanda.

Agencia Estado,

27 de junho de 2001 | 18h03

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