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Neymar diz à Justiça que não se lembra de acordos com o Barça. 'Eu assinava a pedido do meu pai'

Craque brasileiro afirma desconhecer os detalhes da transferência ao Barcelona em 2013

O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2017 | 09h44

Acusado de fraude fiscal, Neymar teve seu depoimento perante o juiz José de la Mata divulgado nesta quinta-feira, pelo jornal El Confidencial. As imagens são de fevereiro de 2016, e nelas, o brasileiro afirma desconhecer os detalhes de sua transferência para o Barcelona, iniciada em 2011 e finalizada em 2013. Em sua defesa, o jogador ainda diz confiar totalmente em seu pai, Neymar Silva Santos (confira os vídeos abaixo).

No processo movido pela Promotoria da Espanha, em que Neymar é acusado de corrupção e fraude, foram pedidos dois anos de prisão para o atleta, além do pagamento de uma multa de 10 milhões de euros (R$ 34 milhões).  O caso chegou a ser arquivado em julho, mas a Promotoria conseguiu reabri-lo em setembro. 

"Compreendo (as acusações), mas não sei muito. Meu pai é quem conduz a minha carreira desde que nasci e é uma pessoa em que confio com os olhos fechados. Ele cuida da minha vida e da minha carreira também", disse.

A denúncia foi feita por parte do grupo de investimentos DIS, que era o detentor dos direitos econômicos de Neymar no Santos. Com direito a 40% do valor do negócio, o grupo alega ter sofrido prejuízo, já que a transação teria sido feita por valores superiores aos divulgados oficialmente.

A acusação entende que o Barcelona forjou contratos para pagar uma fatia menor ao DIS. Com a transferência concretizada oficialmente em 17,1 milhões de euros, o grupo recebeu 40% deste valor. Segundo a Promotoria, porém, o valor real da transação chegou a 83,3 milhões de euros.

Quando questionado se havia assinado uma renovação com o Santos, em novembro de 2011, dias após ter fechado com o time espanhol, o brasileiro voltou a dizer que não sabia o que assinava. "Eu nunca pedi explicação no qual estava assinando. Eu simplesmente chegava e asssinava a pedido do meu pai." 

Durante o depoimento, o jogador insistiu que não sabia dos detalhes e que apenas assinava os documentos trazidos pelo pai. No fim, encerrou sua defesa pedindo que o deixassem em paz.






 

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