Arquivo/Estadão
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José Maria Marin lamenta a morte de Bellini: 'Cidadão exemplar'

Aldo Rebelo e os clubes São Paulo e Vasco também se manifestam em luto

AE, Agência Estado

20 de março de 2014 | 20h32

RIO - A morte do zagueiro Bellini, nesta quinta-feira, em São Paulo, fez diversas instituições se expressarem para lamentar a partida do capitão do Brasil na conquista da Copa do Mundo de 1958. Tradicionalmente, o gesto de levantar a taça de campeão do mundo é associado ao ex-jogador, que sofria do Mal de Alzheimer e será enterrado sexta-feira em Itapira, sua cidade natal, no interior de São Paulo.

"O futebol brasileiro e seus torcedores estão de luto com a morte daquele que foi um grande capitão. Tive a oportunidade de conhecê-lo em sua passagem pelo são Paulo, em que mostrou ser, além de um excelente zagueiro, um cidadão e profissional exemplar", comentou José Maria Marin, presidente da CBF.

A Confederação Brasileira de Futebol, que grava o nome de Bellini como "Belini" na homenagem que faz no seu site oficial, decretou três dias de luto. A CBF ainda pediu à comissão de arbitragem que seja observado de um minuto de silêncio nas competições promovidas pela entidade.

Em nota assinada pelo ministro Aldo Rebelo, o ministério do Esporte lamentou que o Brasil tenha perdido "um dos seus grandes craques" e "exemplo de determinação", lembrando que Bellini ainda jogou outras duas Copas, em 1962 (quando conquistou o bi) e 1966. "Pessoalmente e em nome do ministério do Esporte, manifesto profundo pesar e expresso solidariedade aos familiares e amigos do nosso eterno capitão", escreveu Rebelo.

Dois clubes em que o zagueiro atuou também se manifestaram por meio dos seus sites oficiais. O São Paulo comunicou "com o mais profundo pesar e saudade" o falecimento de Bellini. "O zagueiro tinha um estilo raçudo, voluntarioso diferente do estilo clássico de Mauro, a quem veio substituir no São Paulo. Atuou no São Paulo numa época de títulos escassos, visto que o clube se voltava para a construção do Estádio do Morumbi. Mesmo assim tornou-se um jogador importante na história do São Paulo", lembrou o clube.

Já o Vasco chama Bellini de "eterno ídolo". "Bellini eternizou seu nome na história do Vasco, entre 1952 a 1961. Foram 430 jogos e 10 títulos. Com suas grandes atuações, Bellini alcançou sua vaga de capitão na seleção brasileira e imortalizou o gesto de erguer a taça. A diretoria do Vasco se solidariza à família do nosso querido Bellini nesse momento de dor", escreveu o clube carioca.

Bellini faleceu nesta quinta-feira, aos 83 anos, após lutar por uma década contra o Mal de Alzheimer. Ele estava internado no Hospital Nove de Julho, em São Paulo, desde a última quarta. O ex-jogador deixa a esposa Giselda e dois filhos: Carla e Júnior.

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