Arnd Wiegmann/Reuters
Arnd Wiegmann/Reuters

José Maria Marin se aproxima de um acordo com os EUA

Ex-presidente da CBF deve ficar em prisão domiciliar se extraditado

Jamil Chade, correspondente na Suíça, O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2015 | 07h00

José Maria Marin, ex-presidente da CBF, completou na última terça-feira quatro meses de prisão em Zurique e, num encontro com advogados americanos, praticamente fechou um acordo que lhe possibilitará permanecer em prisão domiciliar caso seja extraditado para os EUA. A previsão é de que ele tenha de pagar R$ 40 milhões como garantia.

O brasileiro foi detido na Suíça em 27 de maio, acusado de corrupção e de receber propinas para a Copa do Brasil e Copa América. Ele aguarda uma definição da Justiça da Suíça, que deve ser anunciada em poucos dias. Mas já costurou um acordo pelo qual seria extraditado e ficaria em seu apartamento em Nova York, enquanto aguarda seu julgamento.

No acordo, ele pagaria aos Estados Unidos uma fiança vultosa e que incluiria até mesmo a assinatura de sua esposa. Entregaria o apartamento e ainda ativos espalhados por bancos e diversas contas, num total de quase US$ 10 milhões. Em troca, poderia passar uma primeira etapa apenas em casa, com garantias de que o raio de liberdade seria gradualmente ampliado. Retornar ao Brasil, porém, seria difícil pelo entendimento.

Na terça, os suíços deram mais uma demonstração de que devem extraditar todos os sete cartolas que foram presos. O departamento de Justiça do país anunciou a quarta extradição aos EUA e, desta vez, o alvo foi Eduardo Li, ex-presidente da Federação de Futebol da Costa Rica. Ele é suspeito de ter aceito propinas de uma empresa americana pelos direitos de marketing para as Eliminatórias da Copa de 2018. 

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