Mark Jrbelias/USA Today Sports
Mark Jrbelias/USA Today Sports

José Pekermán: ele faz a Colômbia voltar a sonhar

Estadão vai apresentar quinzenalmente a história dos principais técnicos que estarão na Copa da Rússia. Pekermán está no comando da seleção desde 2012 e espera fazer bonito em 2018

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2017 | 07h00

A experiência de José Pékerman não se resume aos cabelos brancos à beira do gramado. Poucos treinadores credenciados para o Mundial levarão para a Rússia a bagagem que ele tem. Entre dirigente e técnico, lá se vão 32 anos de história no futebol, muito respeito, mas ainda poucos títulos. 

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O argentino tem conquistas importantes pela seleção sub-20 de seu país e uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1995. De resto, poucos feitos e quase nenhuma conquista. Mesmo assim, ele é tratado como um dos responsáveis por fazer a Colômbia voltar a sonhar grande e aparecer com destaque no cenário mundial. 

Foi sob o seu comando que o time colombiano surpreendeu no Mundial passado, no Brasil, e só caiu nas quartas de final diante do time de Felipão. Passou, por exemplo, por cima do badalado Uruguai, com Suárez, Cavani e companhia. “Ele recuperou a identidade do futebol colombiano. Os jogadores se adaptaram (ao seu estilo) e estão conseguindo resultados importantes sob o seu comando”, disse Valderrama, um dos maiores jogadores da história da Colômbia, no torneio no Brasil. 

Pékerman assumiu a seleção colombiana em 2012. Antes, passou pela base do Chacarita Jrs., Argentino Jrs. e Colo Colo. Em 1994, assumiu a seleção argentina sub-20, onde conquistou seus títulos mais importantes. Foram três Mundiais (1995, 1997 e 2001) e dois Sul-Americanos (1997 e 1999). 

Em 2001, decidiu deixar de lado o trabalho na base e focar nos times principais. Seu sucesso com os mais novos fez com que ele tivesse várias oportunidades. Em 2004, Pékerman assumiu o comando da seleção argentina. No ano seguinte, foi vice-campeão da Copa das Confederações e, no Mundial de 2006, na Alemanha, caiu diante dos donos da casa nas quartas de final. Após comandar Toluca e Tigres, no México, em 2012 ele recebeu a missão de recolocar a Colômbia no cenário mundial.

O primeiro desafio foi concluído com êxito. Sem dificuldades, classificou a seleção para a Copa de 2014, ganhou o respeito dos jogadores e a admiração de um povo apaixonado por futebol, mas que sofria por não ter uma seleção forte.

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“Ele mudou a nossa maneira de pensar. Antes, sentíamos insegurança na hora da decisão. Após a chegada de Pékerman, passamos a brigar por coisas maiores, pois ele nos mostrou que temos a mesma capacidade de outras seleções grandes”, comentou o volante do time Carlos Sanchez. 

A queda para o anfitrião em 2014 quase causou sua demissão, mas ele ganhou um voto de confiança dos dirigentes e se manteve para a disputa de mais uma Copa. “Vejo muito equilíbrio entre os times. Não há uma grande seleção, com grandes nomes, então ninguém pode ser apontado como favorito na chave”, projetou o treinador, referindo-se ao fato de a Colômbia estar no Grupo H, que conta com Senegal, Japão e Polônia.

Melhores momentos

3/6/2012, em Lima

Estreia nas Eliminatórias

Peru 0 x 1 Colômbia 

28/6/2014, no Maracanã

Elimina o rival nas oitavas da Copa

Colômbia 2 x 0 Uruguai 

25/6/2016, em Phoenix

Terceiro lugar na Copa América

Estados Unidos 0 x 1 Colômbia 

 

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