Steffen Schmidt/Efe
Steffen Schmidt/Efe

Joseph Blatter admite concorrer a mais um mandato na Fifa

Cartola diz que só descarta se reeleger pela 5.º vez se encontrar alguém para substituí-lo

AE, Agência Estado

21 de março de 2013 | 11h29

ZURIQUE - Reeleito em 2011 para seu quarto mandato à frente da Fifa, Joseph Blatter afirmou no ano passado que este seria seu último período comandando a entidade. Passados quase seis meses, no entanto, o dirigente já não mostra tanta certeza quando perguntado sobre o assunto e vincula a possibilidade de participar da eleição de 2015 às plataformas dos outros candidatos.

"Não vou continuar (na presidência) desde que haja pelo menos um candidato disposto a seguir com meu trabalho. E vou lutar até o último dia por ele. Para mim o mais importante é que quem venha a presidir a Fifa o faça com o espírito de globalização do futebol que temos desenvolvido nos últimos anos", declarou, em entrevista publicada nesta quinta-feira no jornal espanhol AS.

Entre os que já manifestaram desejo de concorrer à presidência da Fifa estão o ex-jogador francês e atual presidente da Uefa, Michel Platini, e o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Ángel Maria Villar. Blatter chegou a dizer que Platini seria "um possível bom sucessor", mas o francês parece já não contar com o mesmo prestígio diante do atual comandante da entidade.

"Em algum momento o próprio Platini pareceu a melhor solução. Pois bem, o Platini poderia ser um possível sucessor porque começamos juntos em 1998. Por outro lado aparece o Villar, que tem uma trajetória larga e bons contatos na América e África, e que também é um bom candidato. Em todo caso, as eleições de 2015 serão abertas e democráticas", apontou.

Há 15 anos no poder, e com mais dois pela frente, Blatter parece disposto a não deixar que nenhum futuro presidente da Fifa tenha a possibilidade de estender o mandato tanto quanto ele. No próximo congresso da entidade, no dia 31 de maio, o dirigente prometeu propor, entre outras coisas, a limitação de mandato dos presidentes.

"Vou propor que o máximo de idade para todos os dirigentes da Fifa seja de 72 anos, e que o limite de mandatos siga o modelo do Comitê Olímpico Internacional: três mandatos de quatro anos ou um mandato de oito, prorrogável por mais quatro. Em ambos, um total de 12 anos", disse.

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