Joseph Blatter: 'Esse é o melhor início de Copa do Mundo da história'

Presidente da Fifa se mostra animado com a qualidade dos jogos

Jamil Chade - Enviado especial ao Rio de Janeiro, O Estado de S. Paulo

20 de junho de 2014 | 13h12

Essa é o melhor início de uma Copa do Mundo na história em termos de qualidade de futebol. Quem comemora o resultado é o presidente da Fifa, Joseph Blatter. "Estou muito feliz", declarou Blatter, em relação ao que está vendo em campo. "A qualidade do futebol tem sido a melhor que já vimos numa fase de grupos", afirmou o cartola.

"Todos os times estão partindo para o ataque e tivemos muitos gols", afirmou. "Olhe para mim e você que eu estou feliz", insistiu. Com uma das maiores médias de gols, com viradas em campo, uma ampla torcida inclusive para times estrangeiros, a Fifa comemora o evento em termos do que está sendo mostrado em campo. Os patrocinadores também já deixaram claro que estão muito satisfeitos com a audiência.

Em Copas passadas, a qualidade do futebol mostrado e estratégias de treinadores de manter resultados acabou comprometendo Blatter ainda comentou a eliminação da Espanha, atual campeã do mundo. "Estava falando com o presidente da Federação Espanhola de Futebol (Angel Maria Villar) e ele me disse que chegou ao Brasil cheio de confiança. Mas agora ele estão indo para casa. Isso é o futebol", declarou Blatter.

A Espanha perdeu seus dois primeiros jogos e apenas disputas a terceira partida para cumprir tabela. O cartola suíço também comentou a segunda derrota inglesa na Copa do Mundo. "Assisti ao jogo pela televisão e acho que a Inglaterra teve uma má sorte", indicou. "Os ingleses pareciam estar bem em campo. Mas o Uruguai tinha um goleiro muito bom e salvou boas bolas. Mas isso é o futebol e essas coisas podem acontecer", declarou.

SELEÇÕES AO ATAQUE

O Estado conversou com a equipe da Fifa que faz a avaliação esportiva da Copa e mesmo os técnicos que estão acompanhando o Mundial há anos estão surpreendidos com os resultados. "Vai ganhar a Copa do Mundo quem atacar", declarou Jean Paul Brigger, chefe do grupo técnico da Fifa.

"Ficou claro já que que o poder ofensivo vai ser a marca desta copa", insistiu. "Será uma Copa positiva e vai se dar bem quem tomar riscos. Dificilmente vimos tanto compromisso de seleções por vencer e parece que as seleções chegaram para atacar ", declarou Gerard Houllier, membro do grupo técnico.

Em 2010, a primeira fase terminou com 101 gols e a competição com 145, dois a menos que em 2006. Por enquanto, em 2014, a média de gols é pelo menos de três por partida. Para o francês, existem mudanças entre 2010 e 2014. "Taticamente, os times estão tomando mais riscos. Hoje, vemos dois zagueiros indo para frente e a transição no meio campo está mais rápida", afirmou.

Outro fator é a qualidade dos artilheiros. "Fifa tomou boas medidas para proteger atacante", indicou Houllier. Ele ainda citou o fato de que, em vários times, a decisão é a de jogar com dois atacantes, como no caso de Holanda e Croácia. Para a Fifa, o que vai pesar ainda na Copa será a exaustão de alguns times. "A frescura será um critério para o sucesso. Velocidade, poder e qualidade tem um papel central nesta Copa e, portanto, quem estiver em forma vai chegar longe", insistiu Houllier. 

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