Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Joseph Blatter minimiza nota 7 de organização: 'Brasil passou no teste'

Copa das Confederações no País foi pior avaliada que preparação da África do Sul

AE, Agência Estado

28 de junho de 2013 | 19h25

RIO - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, acredita que o Brasil passou no teste ao organizar com êxito a Copa das Confederações. A competição ainda não chegou ao seu final - termina domingo -, mas o dirigente suíço aponta que o País conseguiu cumprir seu papel na competição que serve como termômetro do que será visto na Copa do Mundo.

"O Brasil passou no teste. Do ponto de vista da organização do torneio, estou especialmente feliz com o que aconteceu aqui. Só recebemos elogios das oito delegações participantes da competição", disse Blatter, em entrevista coletiva.

Contrastado com as manifestações que não só criticaram a Fifa e os gastos públicos com a organização da Copa do Mundo e da Copa das Confederações, mas que também chegaram a ameaçar a segurança das delegações estrangeiras no Brasil, o dirigente destacou uma pesquisa que apontou que 71% dos brasileiros apoiam a realização da Copa no País.

Questionado sobre as consequências dos protestos que tomaram as ruas do País nas últimas semanas, Blatter se esquivou. "Se o governo prometeu mudanças, isso não é nosso problema, é uma questão política. Obviamente, o torneio foi disputado em um contexto de agitação social, mas acho que o futebol desempenhou um papel positivo aqui", disse.

Blatter também foi perguntado sobre o prometido legado social e garantiu que, após a Copa, a Fifa deixará dinheiro para ser investido em ações sociais. "Nós deixamos um legado na África do Sul, um fundo de US$ 100 milhões que é controlado pela federação e o governo locais e a Fifa. Tenho certeza que um valor como esse ou ainda maior ficará aqui (no Brasil)."

Ele destacou que não é só o Brasil que tem problemas sociais. "Nós jogamos futebol atualmente em todos os países em conflito no mundo, como Síria e Afeganistão. Olhe para os países europeus, eles também têm conflitos sociais, como Portugal, França, Espanha, Itália, Turquia e Grécia."

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