Joseph Blatter quer evitar atrito com o Brasil

Joseph Blatter quer evitar atrito com o Brasil

Del Nero afirma que ninguém na CBF é leviano e a entidade tem provas de que apenas segue orientações da Fifa

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2014 | 05h00

A polêmica em torno da arbitragem no Brasil criou um mal-estar entre a Fifa, ex-juízes e a CBF. Na última quinta-feira, o presidente eleito da entidade, Marco Polo Del Nero, bancou a decisão dos árbitros brasileiros contra os comentários da Fifa e alertou: ninguém na CBF é leviano e a entidade tem provas de que apenas seguiu orientações da Fifa, que promete se pronunciar nesta sexta-feira.

“O Sérgio Corrêa respondeu lá no Brasil”, declarou Del Nero em Zurique, onde se encontra para reuniões na Fifa. “Nós temos os vídeos, as provas. Ele não é leviano.”

A Fifa vai responder à CBF, mas sabe que o debate é delicado e, como Joseph Blatter anunciará nesta sexta-feira que será candidato a um quinto mandato no comando da entidade, a ordem é abafar qualquer crise. O suíço terá o apoio da CBF nas eleições, em 2015, e precisa do Brasil para conquistar votos.

Entre os ex-árbitros, porém, os ataques são frontais. Arnaldo Cezar Coelho, hoje comentarista de TV, criticou Massimo Busacca, chefão da arbitragem da Fifa, e disse que a atuação dos árbitros na Copa do Mundo foi “um desastre”.

Nos bastidores da Fifa, Busacca não tem economizado nas críticas aos brasileiros. A pessoas próximas a ele, o dirigente repetidamente ironiza Arnaldo Cezar Coelho e Carlos Eugênio Simon, alertando que ambos “acham que já sabiam de arbitragem antes de nascer”.

Longe dos microfones, o chefe de arbitragem da Fifa não hesita em criticar o comportamento de Simon. O brasileiro, segundo pessoas com bom trânsito na entidade, foi convidado por Busacca para ajudar no treinamento de juízes pelo mundo, mas recusou a oferta e preferiu ser comentarista de TV, o que deixou o chefe da arbitragem da Fifa irritado.

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