Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Jovens sentem falta de títulos, afirma historiador da Ponte Preta

Acadêmico José Moraes dos Santos Neto é o pesquisador oficial do time de Campinas

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2017 | 07h00

Autor de três livros sobre a Ponte Preta, entre eles, Sempre Ponte Preta – Mística, torcida e a cidade de Campinas, o historiador José Moraes dos Santos Neto acredita que a falta de títulos nos 117 anos do finalista do Paulistão afeta negativamente apenas os torcedores mais jovens da equipe. 

“A Ponte Preta teve uma trajetória vitoriosa até a década de 1950. A era amadora foi vitoriosa; a fase profissional, não. Acredito que, nos últimos dez anos, os torcedores mais jovens sentem o peso da mídia e da imagem em relação à falta de títulos. Essa geração Facebook e do século XXI, que está mais voltada para a imagem, o momento e o prazer, sente mais falta que as pessoas de mais idade’’, diz. 

Torcedor assumido e ex-diretor de Patrimônio da Ponte, Neto acredita que a presença de presidentes com motivações políticas na história recente prejudicaram o crescimento do clube. 

Bacharel em História pela Universidade de Campinas (Unicamp), o professor Neto, como é conhecido entre os alunos do Colégio Pio XII, trabalhava no Centro de Pesquisa Histórica da Unicamp e se tornou pesquisador oficial da Ponte Preta a partir de um estudo realizado na própria universidade, em 1996. “Reprogramei minha vida como historiador e passei a estudar toda a história do futebol”, conta Neto. 

Em sua tese Visão do jogo – primórdios do futebol no Brasil, Neto apresenta evidências de que Charles Miller não seria o introdutor do futebol no Brasil, como registra a história oficial. A modalidade teria chegado ao Brasil por intermédio dos padres jesuítas. Segundo Neto, o futebol já era praticado por aqui desde a primeira metade da década de 1880. Charles Miller só chegou ao País com um livro de regras em 1894.

 

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