Juiz aceita denúncia e Barça é indiciado no caso Neymar

O juiz Pablo Ruz aceitou nesta quinta-feira a denúncia feita no dia anterior pelo Ministério Público da Espanha, fazendo com que o Barcelona seja indiciado por supostos crimes fiscais que teriam ocorrido entre 2011 e 2013, por conta dos contratos que envolvem a contratação do atacante brasileiro Neymar. Segundo ele, "os presentes indícios são suficientes para abrir investigação" do clube espanhol.

AE, Agência Estado

20 de fevereiro de 2014 | 12h09

A denúncia alega que o Barcelona teria deixado de pagar mais de 9 milhões de euros em impostos ao não declarar todos os contratos com Neymar aos fiscais de renda da Espanha. No total, alguns compromissos firmados no acerto com o jogador, que chegariam a 37,9 milhões de euros, não teriam sido apresentados às autoridades espanholas, o que implicaria em uma suposta evasão fiscal do clube.

Até então, apenas o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, responsável pela contratação de Neymar, estava sendo diretamente investigado pelo caso - ele renunciou ao cargo justamente por causa dessa polêmica na transferência do jogador. Mas a promotoria entende que o clube, como pessoa jurídica, também pode ser responsabilizado pela suposta evasão, argumento que foi aceito pelo juiz.

Ainda na quarta-feira, o Barcelona divulgou um comunicado para apresentar sua defesa preliminar no caso, garantindo que agiu "dentro da lei" com as obrigações fiscais na contratação do brasileiro. O clube também prometeu que estará totalmente disposto a colaborar com a Justiça, "como esteve desde o primeiro momento ou em qualquer outro em que seja requisitada a sua intervenção".

A contratação de Neymar foi oficialmente fechada em maio do ano passado, mas o Barcelona e o pai do jogador revelaram recentemente que já tinham um acerto preliminar desde 2011, quando o clube teria adiantado o pagamento de 10 milhões de euros para ter prioridade de ficar com ele quando acabasse seu vínculo com o Santos que estava vigente na época e ia até a Copa do Mundo de 2014.

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