Jesús Diges/EFE
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Juiz diz que Osasuna pagou R$ 3,1 milhões para comprar três jogos

Clube teria arranjado resultados com Real Bétis e Espanyol

EFE

17 de junho de 2015 | 18h13

O juiz responsável pelo chamado "Caso Osasuna" afirmou nesta quarta-feira que há indícios de que o clube pagou 900 mil euros (R$ 3,15 milhões) para manipular os resultados de, pelo menos, três jogos da temporada 2013/14 do Campeonato Espanhol. Mesmo com o esquema, o time acabou rebaixado ao final daquele ano. 

Do total, o Espanyol teria recebido 250 mil de euros (R$ 866 mil ) por um empate contra o próprio Osasuna. Outros 650 mil (R$ 2,25 milhões) foram pagos ao Real Bétis por dois jogos: 400 mil (R$ 1,38 milhão) para vencer o Valladolid e 250 mil para ser derrotado pelo clube da cidade de Pamplona.

O juiz, que ordenou a suspensão parcial do segredo de justiça sobre o caso, segue investigando outras partidas em que o resultado pode ter sido adulterado pelo Osasuna. Ele quer descobrir o destino de 2,4 milhões de euros (R$ 8,3 milhões) sacados em espécie dos cofres do clube.

Está sob análise um contrato de 1,44 milhões de euros (R$ 5 milhões) entre o fundo Flefield, com sede na Ilha da Madeira, e o Osasuna. O juiz, que espera informações das autoridades portuguesas, não achou evidências sobre a assinatura do acordo e acredita que ele foi usado pelos dirigentes para "justificar contabilmente" os saques.

O magistrado também investiga o pagamento de exatos 900 mil euros efetuado no dia 1º de junho de 2013 a agentes imobiliários. Segundo o juiz, o dinheiro "nunca foi repassado" e o recibo apresentado pelos dirigentes também é falso.

A Justiça decidiu abrir outro processo para estender a investigação à presidência de Pachi Izco, ao ter descoberto que cerca de 3,1 milhões de euros (R$ 10,8 milhões) foram sacados em espécie das contas do clube entre 2003 e 2007.

Segundo o juiz, as suspeitas contra o ex-presidente são outras: apropriação indébita, falsidade contábil, lavagem de dinheiro e crime contra a Receita Federal da Espanha.

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