Juiz deve "aliviar" para Washington

O árbitro Heber Roberto Lopes, que apitou o jogo entre Ponte Preta e Juventude na quarta-feira, em Campinas, não deve "carregar" na súmula contra o atacante Washington, que empurrou um dos assistentes após a partida. Ele não quis falar sobre o que colocará na súmula, mas na explicação que dá para o episódio é possível antever o teor do seu relatório. "Houve um empurrão do Washington em um assistente, o número 3 (o zagueiro Rodrigo) deu um soco no ombro do assistente e alguns diretores questionaram a marcação", disse o árbitro. Heber Lopes afirmou que, na confusão, chegou a alertar Washington sobre a seleção brasileira e sentiu uma mudança em seu comportamento. "Ele acalmou." O lance que gerou toda a confusão aconteceu aos 48 minutos do segundo tempo, quando Washington marcou o segundo gol da Ponte, que levaria a decisão para os pênaltis - com a derrota por 1 a 0, o Juventude se classificou para a próxima fase da Copa do Brasil. Mas Heber Lopes, que estava dentro da área no momento, apontou falta do atacante no goleiro do time gaúcho. "Foi uma falta normal de jogo", afirmou o árbitro. Os jogadores da equipe de Campinas não aceitaram a marcação e, depois do apito final, começou a confusão. "Se não tivesse aquele lance, todos sairiam abraçados", avaliou o árbitro paranaense. "Mas é o calor do jogo e eu estou lá para conter e decidir, mesmo que não agrade a todos", acrescentou. "A decisão é feita com base, com critério, e o que vale é a minha consciência." Heber Lopes considerou normal a proteção policial para chegar ao vestiário do estádio Moisés Lucarelli. O árbitro confessou ter usado uma estratégia para esperar que os torcedores se acalmassem. "Demorei umas três horas. Quase arrumei briga com o rapaz que cuida do vestiário, porque demorei e ele ainda era torcedor da Ponte", lembrou. Para ele, a proteção policial na saída do estádio também foi normal. "Não houve agressão, só uns xingamentos."

Agencia Estado,

14 Março 2002 | 16h21

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