Norberto Duarte/ AFP
Norberto Duarte/ AFP

Juiz do Paraguai autoriza extradição de Nicolás Leoz aos EUA

Ex-presidente da Conmebol está em prisão domiciliar desde 2015

Reuters

17 Novembro 2017 | 13h46

Um juiz de primeira instância do Paraguai autorizou nesta quinta-feira a extradição do ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) Nicolás Leoz para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações de subornos no âmbito de uma investigação de corrupção contra dirigentes de futebol.

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A decisão do juiz Humberto Otazú ainda pode ser alvo de recurso por parte da defesa de Leoz.

Leoz, de 89 anos, que está sob prisão domiciliar desde meados de 2015, está sendo investigado pelo Departamento de Justiça dos EUA junto com outros dirigentes e empresários, acusados ​​de fazer parte de um esquema de subornos para direitos de transmissão e comercialização de torneios.

O juiz Otazú disse em sua decisão que, antes da extradição, Leoz deverá passar por exame médico.

O advogado do ex-dirigente, Ricardo Preda, afirmou aos repórteres que apelará da decisão porque considera o procedimento inadequado, uma vez que o crime de suborno privado não tem punição no Paraguai.

O Paraguai recebeu em julho de 2015 o pedido formal de extradição de Leoz. De acordo com as leis locais, a idade avançada do ex-dirigente esportivo não é um impedimento para ser enviado aos Estados Unidos.

Leoz liderou a Conmebol por 27 anos, até sua renúncia em 2013, alegando razões de saúde no meio de uma investigação do comitê de ética da Fifa. Ele também foi membro do Comitê Executivo da Fifa por mais de uma década.

A decisão de Otazú coincide com o início, nesta semana, do julgamento em Nova York do paraguaio Juan Ángel Napout, sucessor de Leoz na presidência da Conmebol; do ex-presidente da federação peruana Manuel Burga e do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marín. / REUTERS

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