Juiz manda soltar acusados de invasão ao CT do Corinthians

Nos autos da decisão, foi escrito que 'não há provas de que houve atos de violência no episódio'

Luciano Bottini Filho, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2014 | 17h48

SÃO PAULO - O juiz Gilberto Azevedo Morais Costa determinou nesta segunda-feira que fossem soltos os três torcedores do Corinthians que estavam presos por causa da invasão ao CT do clube, ocorrida no dia 1º de fevereiro. São eles: Tiago Aurélio dos Santos, Gabriel Monteiro de Campos e Tarcísio Baselli Diniz. Fernando Wilson de Carvalho, que estava foragido, também se beneficiou da decisão do juiz da 17ª Vara do Fórum Criminal da Barra Funda. O magistrado entendeu que tudo não passou de uma manifestação sem violência da torcida. 

Segundo Gilberto Azevedo Morais Costa, não há provas de que houve atos de violência no episódio do CT, que provocou a saída de três jogadores do clube: Douglas, Paulo André e Alexandre Pato. Nos autos, o juiz escreveu: "Tudo não passou de um ato de revolta dos torcedores. Fiéis que são - que o próprio clube se orgulha disso - eles pediram para que os jogadores honrassem o salário que ganham, mostrando o futebol verdadeiramente brasileiro."

No dia 1º de fevereiro, mais de cem torcedores invadiram o CT Joaquim Grava, onde o Corinthians treina diariamente, revoltados com as más atuações da equipe. Uma faxineira teria sido agredida e três celulares teriam sido roubados. Entre os jogadores, o peruano Paolo Guerrero teria sido esganado, segundo relatos dos presentes, mas o atacante negou a suposta agressão posteriormente. Nada ficou comprovado. As câmeras do CT estavam todas desligadas quando houve a ocorrência.

O juiz lembrou seus escritos a derrota do Corinthians para o Santos por 5 a 1, que provocou a ira dos torcedores. Chamou aquela derrota de "surra', mas não entendeu que os presos deveriam continuar atrás das grades.

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