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Juiz ordena prisão de argentinos envolvidos em escândalo da Fifa

Três executivos de marketing do país recebem ordem de prisão

Estadão Conteúdo

28 de maio de 2015 | 13h45

Um juiz de Buenos Aires ordenou nesta quinta-feira a prisão de três empresários argentinos envolvidos em um escândalo de corrupção na Fifa, na sequência de um pedido de extradição realizado pela Justiça norte-americana.

Marcelo Martínez de Giorgi disse nesta quinta-feira para várias estações de rádio que na noite de quarta expediu mandados de prisão de Alejandro Burzaco, presidente de Torneos y Competencias S.A., e de Hugo e Mariano Jinkis, proprietários da Full Play. Ambas as empresas trabalham com direitos de transmissão pela TV e marketing esportivo.

O juiz disse que a Interpol "está trabalhando" em seu pedido e ainda não há "nenhuma novidade". Ele disse que se desconhece o paradeiro dos acusados, que são acusados por suborno, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Enquanto isso, Jorge Anzorreguy, advogado dos Jinkis, disse à imprensa que pediu ao juiz para que seus clientes respondam ao processo em liberdade. Ele afirmou que não conhece em detalhes as acusações e declarou que ambos "não querem prejudicar a causa, mas eles querem saber o motivo da (do pedido de) extradição".

O juiz Martinez de Giorgi explicou que no caso em que os acusados se entregam ou são detidos, é realizada uma audiência judicial na qual poderiam se pronunciar se vão se colocar à disposição da justiça dos Estados Unidos.

Caso eles se neguem fazê-lo, se abriria uma ação em que a Justiça norte-americana e os réus devem defender suas posições e, em seguida, um julgamento de extradição na Argentina onde a situação será resolvida.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina recebeu na última quarta-feira um pedido dos Estados Unidos de "prisão preventiva para extradição" dos três argentinos. O chefe de gabinete, Aníbal Fernandez, insistiu que "se investigue até o fim" as acusações de corrupção envolvendo dirigentes da Fifa.

Ele indicou que a Administração Federal da Receita Pública e a Inspeção Geral de Justiça "tomarão as medidas para ver quem prejudicou" a Argentina, afirmando que "atos ilícitos também pagam impostos".

Os três empresários aparecem envolvidos em uma investigação por suposto pagamento de milionários subornos a dirigentes da Conmebol e da Concacaf para a venda de direitos televisivos e exploração de marketing de torneios.

Torneos y Competencias, dona do direito de transmissão de várias edições da Copa América e outras competições, negou "qualquer participação da empresa e seu presidente nas denúncias".

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