Juiz relata ofensas de diretores do Cruzeiro em clássico

Segundo a súmula, dirigentes do clube invadiram o questionaram decisões da arbitragem durante o jogo contra o Atlético-MG

O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2012 | 16h09

BELO HORIZONTE - O polêmico clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG do último domingo, que terminou empatado em 2 a 2, promete ainda dar muita discussão. Nesta segunda-feira foi publicada a súmula do árbitro Nielson Nogueira Dias, que, entre outros fatos, relatou ter sido ofendido por dois dirigentes cruzeirenses.

"Ao término do primeiro tempo, quando toda equipe de arbitragem se dirigia ao vestiário, ainda no corredor de acesso, fui abordado pelos senhores Valdir Barbosa e Guilherme Mendes, ambos diretores do Cruzeiro, os quais, em tom elevado de voz, proferiram as seguintes palavras: ''Você é um ladrão, já roubou a gente em Uberlândia e está roubando novamente''", escreveu.

De acordo com o árbitro, a principal reclamação dos cruzeirenses era em relação aos cartões aplicados por ele. "Ao término do primeiro tempo, o senhor Alexandre Matos, diretor de futebol do Cruzeiro, invadiu o gramado e dirigiu-se à presença da equipe de arbitragem que se encontrava no círculo central proferindo as seguintes palavras: ''Você só deu cartão amarelo para nós, quatro minutos de acréscimo foi muito''".

O clima do clássico foi muito nervoso do início ao fim, mas após o apito final quem mais reclamou foi justamente o Atlético-MG. A equipe, líder do Campeonato Brasileiro, sofreu o empate nos acréscimos, em lance iniciado após uma falta não marcada de Montillo sobre Guilherme.

Apesar disso, nenhum relato foi feito contra jogadores, dirigentes ou torcedores atleticanos. Já a torcida cruzeirense foi criticada por Nielson, que considerou seu comportamento como "péssimo". O árbitro ainda relatou todos os objetos atirados no gramado pelos torcedores do Cruzeiro.

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