Albert Gea/Reuters
Albert Gea/Reuters

Julgamento de Rosell por lavagem de dinheiro em acordos com CBF começa na segunda

Ex-presidente do Barcelona e executivo da Nike, ele é acusado de se aproveitar de partidas da seleção brasileira

Redação, Estadão Conteúdo

24 de fevereiro de 2019 | 11h42

O julgamento de Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, que enfrenta acusações de lavagem de dinheiro relacionada à venda de direitos de transmissão de partidas da seleção brasileira vai começar na segunda-feira, em Madri, tendo a previsão de durar dez dias.

Também ex-executivo da Nike no Brasil, Rosell presidiu o Barcelona de 2010 a 2014. Ele foi acusado de apropriação indébita de dinheiro proveniente da venda dos direitos televisivos de amistosos da seleção brasileira, bem como de um contrato de patrocínio entre a Nike e a equipe nacional - ele era o representante da empresa no País quando assinou com a CBF para ser patrocinadora e fornecedora de material esportivo. E também é acusado de fazer parte de uma organização criminosa.

Promotores dizem que Rosell ajudou a lavar quase 20 milhões de euros (R$$ 85 milhões) relacionadas a comissões para mais de 20 partidas da seleção durante o período em que Ricardo Teixeira presidiu a CBF. Ele teria desviado o dinheiro para contas que não estavam em seu nome no período em que era dono da Alianto Marketing, antes de ser eleito para a presidência do Barcelona, em 2010.

A esposa de Rosell e outras quatro pessoas também são investigados no caso. A promotoria espanhola pede uma sentença de 11 anos de prisão para o ex-presidente do Barcelona, além do pagamento de uma multa de quase 60 milhões de euros (R$ 256 milhões)

Rosell, que nega ter cometido qualquer irregularidade, está em prisão preventiva há mais de um ano e meio.

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