Julgamento do Fluminense é adiado

Por obra do acaso, o Fluminense se livrou de provável punição que teria de ser cumprida na segunda partida da final da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, com o Paulista, no Estádio de São Januário. O relator do processo contra o clube, Aloysio Costa, assíduo freqüentador do plenário do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), não pôde comparecer à sessão desta terça-feira da 2.ª Comissão Disciplinar do STJD. Ele é juiz e estaria em audiência.O clube estava denunciado com base no Artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por causa do arremesso de um copo plástico ao gramado, que caiu perto do assistente de arbitragem Alexandre Mattos. O artigo prevê pena ao infrator de R$ 50 mil a R$ 500 mil, além da perda de um a três mandos de campo.De acordo com Resolução de Diretoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em casos de punição com aplicação do Artigo 213, o clube atingido tem de jogar com portões fechados. Para o confronto com o Paulista, em São Januário, 15 mil ingressos já foram vendidos. O argumento seria utilizado pelos advogados do Tricolor no plenário.Mas o próprio STJD tem sido intransigente em situações semelhantes, punindo o clube cuja torcida arremessa qualquer objeto no gramado. A pena poderia ser revista se o torcedor que jogou o copo tivesse sido detido. O STJD remarcou para o dia 21 o julgamento. Se condenado, o Fluminense vai ter de atender a justiça esportiva no Campeonato Brasileiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.