Júlio Baptista aproveita a boa fase

Júlio Baptista é o maior exemplo no São Paulo para os companheiros Gabriel e Jean e para o técnico Oswaldo de Oliveira de que é possível tornar vaias em aplausos. O jogador já sofreu com a ira da torcida tricolor quando era atacante e não conseguia marcar gols. Hoje, aos 21 anos, mal consegue atender a todos os fãs. O assédio é muito grande. "Vou ao shopping para comprar CDs, ir ao cinema, mas tenho de sair rapidamente, pois fico muito tempo dando autógrafos, recebendo cumprimentos."Demorou um ano para Júlio Baptista firmar-se como segundo volante, sua posição correta, como gosta de frisar. Neste ano, participou da seleção brasileira Sub-23, manteve seqüência de jogos pelo São Paulo e conquistou a confiança tanto da torcida quanto da comissão técnica e dos companheiros. Antes, vinha atuando de atacante, meia, lateral, cobrindo zagueiros. "Ajudar em momentos de necessidade tudo bem, mas estava perdendo a identidade." E no gol? "Tá maluco, lá não dá não."E se define um homem feliz. Adora sair para jantar com a namorada e assistir a filmes. De preferência aventura, ação, comédia ou romântico. O hobby preferido, contudo, é cantar. Pensa até em gravar um CD. "Mas só se for para mim. Para relembrar dos bons momentos."O bom astral - está sempre sorrindo, de bem com a vida - vem das lições que recebeu ao longo da carreira, na maioria das vezes com os treinadores. Usa frase que aprendeu com Oswaldo de Oliveira para demonstrar seu estado de espírito. "As pessoas são felizes; às vezes, vivem momentos de tristeza."E a felicidade é ainda maior quando sabe da importância que tem para a seleção Sub-23. "Sei por amigos que o Ricardo Gomes (técnico da seleção olímpica) sempre fala bem de mim. Quero estar bem e disputar a Olimpíada", avisa Júlio Baptista. E do interesse de clubes europeus pelo seu futebol. "É meu sonho de consumo, jogar na Alemanha, Inglaterra ou Espanha. Na Itália?, quem sabe."Mas ser trocado por outro atleta ele não aceita. O Hertha Berlin tem interesse e ofereceria os atacantes Luizão ou Alex Alves ou ainda o zagueiro Nenê. "Não sei de nada, minha cabeça está voltada só para o São Paulo. Mas não vou como moeda de troca."Clima tenso - No coletivo desta sexta-feira, no CT da Barra Funda, Ricardinho e Jean discutiram de forma ríspida após entrada dura do zagueiro no meia Ailton. Trocaram acusações e palavrões. Após o treino, tentaram minimizar a briga. "Uma coisa normal de treino", resumiu Ricardinho. "Dentro de campo, não vou chamar o Ricardinho de meu amor", concluiu Jean. Luís Fabiano e Souza foram poupados das atividades.

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