Júlio Baptista mostrou garra tricolor

Nesses tempos de guerra do Golfo, Júlio Baptista parecia hoje no Morumbi um daqueles tanques que invadem o Iraque. Na base da força física e da disposição, fez a torcida do São Paulo imaginar uma virada na final contra o Corinthians, que ficou só no sonho.O camisa 17 do São Paulo deu passes certos, como aquele em que Luís Fabiano fez o gol, desarmou os rivais e brigou como nunca pela posse da bola. Na saída do campo, embora triste com o vice, Júlio Baptista carregava a certeza do dever cumprido - especialmente no segundo tempo, quando assumiu uma posição mais adiantada no meio-de-campo e, depois, na lateral-direita.Nessa derrota, outro que não se entregou foi Luís Fabiano. Ele voltou a mostrar um oportunismo raro. Poderia ter sido diferente se o juiz Sálvio Spínola tivesse visto sua agressão ao rival Kléber, na confusão dos primeiros minutos da partida, pois poderia ter sido expulso. Não foi e, com a pontaria em dia, tornou-se o artilheiro isolado do Paulistão (oito gols).

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