Juninho e Cris agradecem a Scolari

Quando o técnico Luiz Felipe Scolari anunciou o seu time base, logo após convocar os jogadores para a partida com o Uruguai, pelas eliminatórias, Juninho e Cris não constavam da escalação - Élber também não, mas a sua posição estava vaga. Hoje, porém, ao anunciar o time titular para a partida, o treinador incluiu ambos na equipe titular. Juninho garantiu vaga por causa de seu desempenho nos treinos e Cris ganhou espaço com a contusão de Lúcio, que só voltou a treinar no meio desta semana. Escolhido por Scolari porque representa uma opção mais ofensiva, o meia vascaíno agradece a oportunidade com elogios: "Scolari é um treinador que sabe se expressar." Jogando com liberdade, o meia dividirá com Rivaldo a tarefa de criar as jogadas de ataque. A orientação de Scolari é para que ambos joguem próximos às laterais do campo: Juninho à direita e Rivaldo à esquerda. "O Uruguai concentra muito a marcação no meio", explicou. O meia vascaíno ainda usará a sua velocidade para puxar contra-ataques. "Eles vão ter que sair para o jogo." O treinador, que faz elogios a Juninho, admite que a defesa fica mais vulnerável com a presença dele na equipe. "O Scolari até pediu para o Emerson e o Roque ficarem mais atentos à cobertura." Se a ascensão de Juninho foi uma conseqüência do andamento dos treinos, a escalação de Cris foi uma surpresa, causada pelo fato de Lúcio ter chegado contundido a Teresópolis. "Não esperava tão cedo vir a ser titular", reconheceu o zagueiro do Cruzeiro. Como o próprio Cris explica, o seu nome era o menos cotado entre os zagueiros. "Até porque os outros jogam na Europa, no sistema que Scolari prefere." O fato de o zagueiro ter atuado sob o comando de Scolari no Cruzeiro foi decisivo para a sua convocação, como ele mesmo explica. "Ele me treinou durante nove meses e sempre me orientou bastante", disse. ?Explicou que não haverá líbero no esquema da seleção, pois não existe um jogador deteminado para ficar na sobra.? Neste sistema escolhido por Scolari, Roque Júnior se tornou peça fundamental, pois tem de exercer duas funções diversas.Quando a seleção estiver defendendo, ele será um zagueiro, mas terá liberdade para atacar se a bola for retomada. "Se tiver oportunidade vou subir", garantiu. Para ele, a tarefa não será difícil pois já a executou antes."No Palmeiras eu jogava assim."

Agencia Estado,

29 de junho de 2001 | 19h26

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