Divulgação/Ceara SC
Divulgação/Ceara SC

Juninho nega agressão à namorada e diz que diretor do Corinthians não foi 'homem'

Atacante rompe o silêncio, garante que é vítima de uma mentira e que Fernando Yamada não cumpriu com a palavra

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2018 | 21h06

O Corinthians chegou a mandar o atacante Juninho desembarcar em São Paulo para assinar com o clube, mas, após protesto da torcida, pelo jogador ter supostamente agredido a namorada, o clube recuou e desistiu do negócio. Em meio as ofensas e acusações, o atacante resolveu falar e disse ser vítima de um esquema para prejudicar sua carreira.

“Minha cabeça está rodando. É muita mentira junta e fico triste com tudo isso, pois sei que é minha carreira que está em jogo. Você acha que se eu tivesse agredido alguém eu estaria livre, falando com você? A delegada que cuidou do caso era mulher. Ela iria me deixar sair livre?”, questionou o atacante, em entrevista ao Estado

Segundo Juninho, a ex-namorada inventou toda a história para prejudicá-lo, por não aceitar o fim do relacionamento e garante não existir prova contra ele. O jovem de 19 anos mostrou mágoa também com Fernando Yamada, gerente geral do Departamento de Departamento de Formação de Atletas do Corinthians. 

“Se acertarem uma coisa comigo, tem de ser homem e cumprir. O Yamada me disse para vir para São Paulo assinar contrato, eu chego no Parque São Jorge e ele tem a coragem de olhar na minha cara e falar que eu não ia ficar. Ele não foi homem comigo”, desabafou o jogador, que ainda tem contrato com o Sport. 

O advogado do jogador, Ernesto Cavalcanti, admite que houve agressão verbal e que o atacante deu um empurrão na ex-namorada. "Estão crucificando um garoto por nada. Tem jogador que fez coisa muito pior do que discutir com a namorada e está jogando em times da Série A e ninguém fala nada", reclamou. Segundo o advogado, o veto da contratação partiu do diretor de marketing do clube, Luís Paulo Rosenberg. 

O atacante promete processar o Corinthians e disse que está perdido, sem saber para onde ir agora. Ele estava emprestado para o Ceará anteriormente. “Por mim, eu ia embora o quanto antes. Fica a decepção e a tristeza por saber que tudo não passa de uma grande mentira para me prejudicar”, reafirmou Juninho. 

Ele garante que tinha ofertas de clubes da Europa e de outro time da Série A, mas decidiu fechar com o Corinthians justamente por ter dado a palavra para Yamada. 

“Eu vim para São Paulo, conversei com ele e fechamos tudo. Voltei para Recife, resolvi o que tinha pendente por lá e retornei para realizar meu sonho, que foi jogado fora por uma grande farsa”, completou. 

Juninho é suspeito de, no ano passado, ter agredido a namorada. Na época do fato, ela contou que levou tapas e um soco no rosto e puxão no cabelo e que o jogador ainda pegou uma faca e disse que iria matá-la. 

 

Após a polêmica, o atleta foi emprestado ao Ceará e fez apenas cinco jogos. Além da agressão, ele também é acusado de atos de indisciplina, como atraso em treinamentos e se reapresentar fora de forma. No Corinthians, o atacante iria atuar no time sub-20 e, se fosse bem, seria promovido ao elenco principal.

 

 

Mais conteúdo sobre:
Juninho Corinthians

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.