Juninho provou que é palmeirense

Juninho Paulista surgiu para o futebol no São Paulo, mas neste domingo, no Morumbi, provou que seu coração era mesmo palmeirense. O meia era um dos mais revoltados com o empate diante do Corinthians, por 1 a 1, contra um adversário que jogou com 10 homens a partir dos 21 minutos do primeiro tempo. Fabrício foi expulso. ?Faltou a gente dar um algo a mais. Esse é o tipo de partida que pode decidir um título. Tínhamos de sair com uma vitória?, reclamou Juninho Paulista.O meia era um dos poucos que podia dar a bronca aos companheiros. Juninho correu durante os 90 minutos. No segundo tempo, com um a mais, Juninho voltou ao meio campo para buscar as jogadas. Correu, gritou, armou e teve duas ótimas chances para marcar que acabaram nas mãos do goleiro Fábio Costa, exigindo defesas difíceis.?Não soubemos ganhar a partida. Nosso time tentava muitos cruzamentos na área, mas o Corinthians tem uma zaga alta pelo meio e conseguiram neutralizar nossas jogadas?, explicou o jogador.Era o primeiro clássico de Juninho contra o rival corintiano, com a camisa do Palmeiras. Apesar do empate, resultado que diminuiu as chances do clube, Juninho deixou sua marca na partida. Aos 21 minutos, Diego Souza sofreu pênalti. Marcinho, o cobrador oficial, estava suspenso. Juninho Paulista pegou a bola e chutou com competência. Fez o gol de empate do Palmeiras.?Tínhamos de buscar a vitória naquele momento. Depois tivemos o segundo tempo, mas o time não rendeu. A gente tinha de correr mais, brigar mais. O time precisa ter atitude num jogo como esse, que tinha tantas coisas em jogo?, disse o meia, um dos mais experientes do elenco.?O Corinthians é um adversário difícil, mesmo com um a menos. Eles se posicionaram atrás e conseguiram recompor. Mas nós tínhamos de ter outra atitude. Nosso time não soube aproveitar?, lamentou o jogador, um dos últimos a deixar os vestiários do Morumbi.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2005 | 20h01

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