Júnior elogia a garra do São Paulo

Um chute de pé direito do canhoto Júnior, aos 41 minutos do segundo tempo, livrou o São Paulo de um tropeço diante da Ponte Preta. A vitória foi suada e muito comemorada, principalmente pelo lateral. ?A gente começou bem para caramba, mas não existe nem time e nem jogo fácil. Fizemos dois gols rápidos, a Ponte empatou com uma infelicidade do Renan, mas a garra e a vontade não faltaram em nenhum momento?, vibrou. Apesar da boa atuação, Júnior reconhece que a chance de ir para mais uma Copa do Mundo é praticamente zero. Depois de marcar, ele se deu ao trabalho de atravessar todo o campo para abraçar Richarlyson e Leandro Bomfim. ?Eu prometi que íamos dançar se eu marcasse, mas cheguei lá muito cansado.?Segundo o jogador, as dificuldades surgiram a partir do momento em que o São Paulo trocou a bola de pé em pé pelos chutões para o alto. Um erro que já havia acontecido na partida contra o Inter, em Porto Alegre.O capitão Rogério Ceni chegou a brincar com o lateral. ?Ele nunca acerta um chute de perna direita e agora acertou?, disse o goleiro, que explicou o lance que originou o segundo gol da Ponte. ?O Renan recuou a bola curta e eu fui para a dividida com medo de dar um carrinho e o árbitro interpretar lance perigoso. O atacante foi com o pé mais firme que o meu e, na bola prensada, a bola sobrou. Mas o Renan não tem que lamentar absolutamente nada.?Ceni reforçou que tem condições de encarar os clássicos contra Santos e Corinthians, que acontecem num intervalo inferior a 48 horas. O fôlego do time é a grande preocupação de Paulo Autuori, que nesta terça teve uma queda de pressão e no segundo tempo ficou sentado no banco, passando o comando para o preparador físico Carlinhos Neves. ?Nossa temporada não termina dia 4 de dezembro, e temos um campeonato do mundo para disputar no fim do ano. Então temos que pensar bastante para escalar o time?, explica o treinador. ?Alguns atletas, pelo pouco tempo de recuperação entre as partidas, podem ficar mais vulneráveis a lesões musculares.?Apesar de a situação forçá-lo a montar um esquema de revezamento entre os atletas, Autuori não quer que o São Paulo abra mão do Brasileirão com receio de que o relaxamento posso atrapalhar o desempenho do time quando chegar a hora de decidir o título mundial, tão aguardado.Na Justiça (Tribunal Regional do Trabalho), o clube saiu vitorioso do processo movido pelo atleta Wether Thiers Charles da Silva, conhecido como Ralf, de 21 anos. O meia foi demitido por justa causa por disputar o Campeonato Paulista de Futebol de Salão pelo Clube Atlético Taboão da Serra e retornar machucado.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2005 | 23h30

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