Júnior pode voltar ao Palmeiras em 2 anos

Pentacampeão com a Seleção Brasileira, Junior aproveitou bem suas férias no Brasil antes de voltar ao batente, dia 18, quando entra em sua quarta temporada no Campeonato Italiano pelo Parma. Daqui a dois anos termina seu contrato com o clube italiano. E não está descartada a possibilidade de ele voltar ao Brasil para jogar, de preferência pelo Palmeiras. "Na segunda Divisão não, né? Mas eu tenho certeza que o Palmeiras volta para a primeira ainda esse ano. Não penso em voltar agora, mas quando voltar seria legal o Palmeiras. O clube mora mesmo no meu coração." O jogador contou hoje, antes de viajar para a Europa, que nas férias "cansou" de beber água de coco e comer acarajé em sua Bahia, refestelou-se com as delícias da maior festa de São João do Brasil, em Campina Grande, terra de sua mulher e que a partir de amanhã volta a comer "muuuito" macarrão. Mas a regularidade do lateral-esquerdo, reserva de Roberto Carlos na última Copa do Mundo, não chama atenção apenas por conta do apetite: em dez anos de carreira, o lateral-esquerdo jamais ficou fora de uma partida por contusão. "Só tive quando jogava nas categorias de base, foi uma lesão na coxa, mas depois disso nunca mais. Só fiquei sem jogar quando recebi cartão vermelho e amarelo", disse Júnior, quase um fenômeno no futebol truculento que se pratica a partir dos anos 90, que aos 30 anos preserva a forma em 65kg distribuídos em 1,73m. O jogador está de bem com a vida. Em novembro nascerá seu segundo filho: "Vai nascer aqui em São Paulo, como o Gabriel", garante, referindo-se também ao primogênito, de 3 anos. Apesar de estar mais articulado e ostentando anéis e brincos que não costumava usar nos tempos do Palmeiras, Junior diz que continua o mesmo: "Falo mais agora do que quando cheguei, era mais bicho-do-mato, do interiorzão da Bahia (nasceu em Santo Antonio de Jesus em junho de 1973.) Mas continuo um cara tímido." Se deu ao luxo de recusar uma proposta para atuar no Benfica - e conseqüentemente disputar a concorrida Copa dos campeões da Europa - e permanecer no Parma, que disputará a Copa da Uefa graças à quinta colocação no último campeonato italiano. "Na verdade fiquei bastante contente com o interesse do clube português, até seria interessante mudar um pouco, estar com novas pessoas numa nova cultura, mas quando foi na hora de acertar a parte financeira não deu certo." Estar em Portugal seria ficar perto de um dos maiores ídolos de sua carreira, o técnico Luiz Felipe Scolari, com quem Junior trabalhou no Palmeiras e na Seleção Brasileira: "Aliás foi bastante estranho, outro dia, encontrá-lo do outro lado - no amistoso do Brasil, de Parreira, contra Portugal, de Scolari. "O professor Scolari é uma pessoa incrível, uma paizão mesmo. Nunca vi uma pessoa tão capaz, com uma estrela tão brilhante."

Agencia Estado,

15 de julho de 2003 | 17h39

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.