Júnior revela planos para o Flamengo

O ex-jogador Júnior foi apresentado hoje na Gávea como o novo diretor-técnico do Flamengo. Embora só assuma o cargo no dia 2 de janeiro de 2004, quando Márcio Braga tomará posse como presidente, ele já começou a pensar na próxima temporada. E decretou o fim do trânsito livre de empresário no clube, manifestou o desejo de profissionalizar o futebol e disse já ter iniciado os contatos para anunciar o novo treinador. "O período de eleições complicou a contratação, mas já estamos resolvendo isso", afirmou Júnior. Um nome muito comentado no Flamengo é o de Paulo Bonamigo, que deixou o Coritiba. Ele, porém, tem proposta do Atlético-MG. "Queremos um técnico jovem e altamente profissional. E que tenha ambição de crescer na profissão e chegar à seleção brasileira", prosseguiu. Sobre os empresários, Júnior foi claro. "Eles serão tratados como pessoas que estão cuidando dos interesses dos jogadores. Fora isso, nada", disse. Como pretende profissionalizar o futebol rubro-negro, o novo diretor-técnico garante que atletas "estrelas" como o meia Felipe e o atacante Edílson terão de se enquadrar dentro do estilo de trabalho a ser implementado. A nova comissão técnica vai tentar manter alguns jogadores do elenco como o goleiro Júlio César e o lateral-direito Rafael. Em relação às contratações, o lateral-esquerdo Athirson e o jovem atacante Nélio, emprestado ao Atlético-PR, podem ser futuros reforços. Por fim, Júnior lembrou da rápida experiência como técnico do Corinthians. "Eles erraram ao me convidar e eu errei ao aceitar. Quando vi a situação interna no futebol do clube, senti que não ia resolver nada e saí", afirmou. Fórum - O presidente do Flamengo, Márcio Braga, revelou hoje como será a união política entre Vasco, São Paulo e Corinthians. "Eu me reuni com os presidentes destes clubes para traçar um fórum de debates permanente para defesa do futebol brasileiro e do Clube dos 13. Todas as decisões que forem tomadas serão com voto único de nós quatro", garantiu o dirigente. Márcio disse confiar no comportamento dos três clubes que se uniram ao Flamengo. "Não vejo motivos para me sentir inseguro em relação aos demais companheiros", afirmou.

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