Arquivo/Estadão
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Justiça anula leilão que arrematou estádio do Guarani

Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, foi arrematado por R$ 44,5 milhões; empresa é acusada de ter informações privilegiadas

Estadão Conteúdo

12 de janeiro de 2015 | 18h53

Como já era esperado e especulado, o leilão que deu a uma empresa do Grupo da Relógios Magnum a arrematação do terreno do estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, foi anulado pela Justiça Federal de São Paulo. Nesta segunda-feira, a sentença de conclusão do caso determinou que houve ilação e, neste caso, o correto foi anular o resultado.

A Justiça entendeu que a área em que se localiza o estádio é considerada "zona 18", ou seja, é um local destinado à proteção de áreas e/ou espaços de interesse ambiental e à preservação de edificações de interesse sócio-cultural e, portanto, não é permitido demolições ou novas edificações.

A ideia da Magnum era arrematar o estádio Brinco de Ouro para construir um grande empreendimento no local, que incluiria um shopping center e um hotel. Para que isso acontecesse, precisaria da autorização da Prefeitura de Campinas. A Justiça entendeu que a Magnum tinha informações privilegiadas sobre a liberação do município, o que se enquadraria em um tipo de "lobbies", caracterizando a ilação.

Outro problema encontrado pela Justiça está na incompatibilidade financeira. Segundo os registros da MMG Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda, empresa de Roberto Graziano, proprietário da Magnum, tem como objeto social de exploração de assessoria com capital social de apenas R$ 1 mil, valor bem abaixo dos R$ 44,5 milhões do arremate do leilão do estádio Brinco de Ouro.

Segundo a sentença, o fato da área ser "zona 18" afastou outras grandes empreendedoras do leilão e sem concorrente, a Relógios Magnum conseguiu arrematar o leilão por um valor bem abaixo do preço estipulado ao estádio: R$ 44,5 milhões. A área toda é estimada em R$ 320 milhões.

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