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Justiça aponta empresa como corresponsável por dívidas do Guarani

Gupo Magnum entra no caso por ter o principal parceiro do clube, que tem dívida de R$ 320 milhões e vai levará estádio para leilão

Estadão Conteúdo

04 de fevereiro de 2015 | 10h04

Parece difícil o Guarani encontrar uma luz no fim do túnel para solucionar as dívidas acumuladas em mais de uma década de más administrações. Com débitos estimados em cerca de R$ 320 milhões, com correções, os dirigentes tentaram um acordo na Justiça do Trabalho, nesta terça-feira. Mas foram "vítimas" de uma magistrada implacável, que determinou um novo leilão para o Estádio Brinco de Ouro e determinou que o Grupo Graziano, da empresa Magnum Relógios, seja corresponsável com o clube por ser seu principal parceiro.

Estas decisões foram da juíza Ana Claudia Torres Vianna, titular da 6.ª Vara do Trabalho. Ela vai pedir o cancelamento do leilão do Brinco de Ouro, marcado pela Justiça Federal para 8 de julho, com lance mínimo de R$ 240 milhões, para fazer um leilão com lance mínimo de R$ 210 milhões. Além disso, vai penhoar 30% de toda receita do clube até total quitação de seus débitos.

O novo leilão foi motivado pelo fato de que o clube deve mais na Justiça do Trabalho - R$ 68 milhões - contra apenas R$ 4 milhões - na Justiça Federal. Primeira a juíza vai solicitar o cancelamento do leilão determinado pelo juiz federal Marco Aurélio Chicorro Falavinha. O rigor usado pela juíza, talvez, tivesse sido motivado pelas frequentes quebras de acordos anteriores feitos por ex-dirigentes do clube, que arrastaram dívidas por mais de uma década.

A juíza atrelou a quitação dos débitos ainda com o patrimônio imaterial do clube, que formou ao longo de sua história centenária uma marca capaz de arrecadar valores. Isso se a venda do Brinco de Ouro não cobrir os débitos relativos aos direitos trabalhistas de ex-jogadores e funcionários do clube.

O Guarani esteve representando por seu presidente, Horley Senna, acompanhado de outros dirigentes e advogados, e também compareceu à audiência o empresário Roberto Graziano, da Magnum. A ideia deles era um parcelamento das dívidas. Também estiveram presentes uma comissão de advogados representando os credores, um procurador do Ministério Público do Trabalho e um procurador do Ministério Público Federal.

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