Justiça aponta que máfia de Nápoles queria comprar a Lazio

Ex-dirigente do time pode ser condenado por caso de extorsão e manipulação do mercado de ações

EFE

22 de julho de 2008 | 14h42

Uma investigação do promotor de Roma Stefano Rocco Fava apontou que a Lazio poderia ter sido comprada pela Camorra, a máfia de Nápoles, para servir como fachada para lavagem de dinheiro. Segundo o relatório apresentado por Rocco, a medida teria sido de parte da "família" dos Casalesi, a mais poderosa da Camorra. Dez mandados de prisão já foram emitidos em relação ao caso, entre eles para o ex-presidente da Lazio Giorgio Chinaglia. O ex-dirigente, que mora nos EUA há alguns anos e cujo paradeiro é desconhecido, já corre o risco de ser condenado por um caso de extorsão ao atual presidente e proprietário do clube, Claudio Lotito, e manipulação do mercado, na tentativa de comprar a sociedade. O caso começou a partir de uma pesquisa sobre a oscilação dos títulos da Lazio na Bolsa de Valores nos meses de fevereiro e março de 2006, depois de Chinaglia falar sobre o suposto interesse de uma companhia farmacêutica húngara em comprar a sociedade. Segundo a nova acusação, Chinaglia sabia que os fundos para comprar o clube procediam do clã dos Casalesi. O dirigente foi um dos maiores atacantes do futebol italiano, ocupando papel de destaque na conquista do título nacional pela Lazio em 1974. Ele foi presidente do clube entre 1986 e 1987. As autoridades fiscais italianas também bloquearam dois dos US$ 24 milhões que a Camorra queria investir para adquirir o clube. 

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